Eu sei que muitos já fizeram associações entre o GPS e a condução de Deus. Mas, depois de uma viagem bem complicada, isso me veio à mente.
Porque a vida, às vezes, parece mesmo uma viagem longa, por estradas desconhecidas, cheia de desvios inesperados e caminhos difíceis. E é justamente por isso que esse tema continua sendo tão apropriado, se você não sabe o caminho, precisa confiar em Quem guia.
Cada vez mais se torna impensável viajar sem GPS. Mas até pouco atrás não dispúnhamos da Internet. Crer em Deus pode também ser como sair para uma viagem sem GPS. Você não vê o trajeto completo. Não sabe quanto tempo falta, nem entende por que tantas curvas tão apertadas, tantos trechos esburacados, tanta neblina no meio da estrada.
Às vezes, parece que o destino está cada vez mais longe. Ou pior: parece que você está perdido. Mas é aí que a fé entra. Ela pode não te dar o mapa. Ela te dá a coragem de continuar.
A fé não elimina os desvios, mas transforma até o erro de rota em milagre. Ela não impede os pneus de furarem, nem as placas de sumirem, mas te faz lembrar que quem está no volante é Deus.
E Deus…. Ele não precisa de Waze. Jesus Cristo não erra o caminho, não perde o sinal, não se confunde na entrada. Na verdade, Ele é o caminho. O caminho, a verdade e a vida.
Quando Ele conduz, a estrada pode ser longa, mas não é em vão. Pode ser dura, mas não é sem propósito. Pode ser escura, mas nunca sem direção.
Você pode não ter um GPS. Mas tem o Guia. E com Ele, até o que parecia atraso se revela livramento. Até o que parecia fim… vira recomeço.
Essa é a jornada da fé. Não é sobre ter controle. É sobre ter confiança. Então, siga. Mesmo sem ver o destino final, confie em Deus porque no fim de tudo terá valido à pena confiar.
Qual a tolerância devemos ter com aquilo que já pensamos e acreditamos? Nenhuma. E é justamente isso que tem definido a noção atual de “tolerância”: aceitação incondicional do que já concordamos — e cancelamento de tudo o que contraria nossa visão de mundo.
Vivemos um tempo paradoxal. Nunca se falou tanto em diversidade, mas nunca houve tão pouco espaço para ideias divergentes. Cada indivíduo se tornou o senhor absoluto da própria razão, como se o universo inteiro orbitasse em torno das suas certezas pessoais. Anthony Lewis, em Liberdade para as ideias que odiamos, revela que até mesmo os Estados Unidos — símbolo mundial da liberdade de expressão — enfrentam hoje uma luta pela liberdade ao pensamento contrário.
Voltaire, conhecido pelo ideal iluminista da liberdade intelectual, e que será lembrado por afirmar que: “Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de o dizeres”. No entanto, sua própria pátria, a França, figura entre os países com mecanismos mais severos de repressão à fala dissidente. Um sintoma claro da hipocrisia moderna: prega-se tolerância, mas apenas enquanto ninguém ousar discordar.
O Brasil, por sua vez, tem assistido à erosão da liberdade de expressão em ritmo acelerado. Quem questiona as ideias dos donos do poder, quem desafia a narrativa dominante, paga o preço da perseguição e do silenciamento. Tudo indica que a verdade está sendo empurrada para as margens — como se já não houvesse mais espaço para ela no debate público.
No entanto, para o cristianismo, a verdade jamais foi apenas uma opinião. Não é uma construção social, tampouco algo sujeito a revisões políticas. A verdade é uma pessoa. E tem nome: Jesus Cristo. É por isso que Ele declarou com tanta clareza: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Encontrar a verdade, portanto, não é apenas aderir a um discurso — é encontrar-se com Cristo e submeter-se à sua Palavra.
É por isso que quem prega essa verdade inevitavelmente entrará em confronto com o sistema. Se isso não ocorreu é porque não estamos tão empenhados com a verdade. A verdade cristã é ofensiva para um mundo que relativizou tudo. Mas o cristão não pode abrir mão dela. Porque, por mais que o mundo tente calar, “a verdade vos libertará” (João 8:32).
E se defender a verdade nos tornar alvos da intolerância — “maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”.
Jesus veio para libertar. Sim, libertar do pecado. Libertar da condenação. Mas também libertar do medo, da culpa, do passado. Libertar você de um lugar que ninguém vê: a prisão que existe dentro da sua cabeça. Tem gente que vive com um peso insuportável no pensamento. Gente que vive aprisionada por mentiras que aprendeu a vida inteira. Mentiras sobre Deus. Sobre si mesma. Sobre o que é ser aceito, amado, digno.
Jesus não veio apenas garantir o céu. Ele veio romper cadeias mentais, curar traumas, derrubar fortalezas invisíveis, restaurar você de dentro pra fora — a começar pela mente. Porque salvação não é só levantar a mão. É renovar a mente. Quantos já saíram do mundo, mas o mundo nunca saiu de dentro deles? Quantos seguem a Cristo com os pés, mas continuam guiados por vozes do passado, feridas não curadas, doutrinas do medo? Jesus quer mais. Ele quer libertar sua consciência. Quer te ver pensando com liberdade. Crendo com profundidade. Vivendo com propósito.
Nos anos 50, Nicky Cruz era líder de uma das gangues mais temidas de Nova York. Violento. Ferido. Mergulhado em ódio e dor. Até conhecer o pastor David Wilkerson. Wilkerson ousou chegar perto. Olhou nos olhos de Nicky e disse: “Jesus te ama, Nicky.” E Nicky cuspiu. Xingou. Ameaçou. Porque era mais fácil odiar do que confiar. Mais fácil bater do que receber carinho. Mais fácil viver preso à dor do que permitir a cura. Mas aquelas palavras começaram a romper as muralhas da mente. E quando Jesus entrou, não apenas perdoou. Transformou. Nicky não virou só um evangélico. Virou um homem livre. Hoje, ele percorre o mundo pregando a liberdade que só Jesus oferece — uma liberdade que não começa nas mãos, mas na mente.
Jesus quer que você acorde. Que você pense. Questione. Sinta. Entenda. Viva. Ele não quer você domesticado. Ele quer você livre. “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Romanos 12:2)
Jesus não veio só te livrar do mal. Ele veio te salvar de você mesmo. Da voz que diz que você nunca é suficiente. Do medo que te faz se esconder até de Deus. Da culpa que a cruz já apagou, mas que você ainda carrega como se fosse sua. Você pode ter a alma salva e ainda viver num cativeiro emocional, espiritual e mental. Por isso, ouça com o coração aberto: Jesus quer libertar sua mente. Quer restaurar sua consciência. Quer devolver o controle da sua vida. Quer ver você de pé. Lúcido. Livre. Inteiro.
A cena se repete nos evangelhos: um cego à beira do caminho, um paralítico estendido junto ao tanque, um homem coberto de trapos clamando por socorro. Em todos esses episódios, Jesus se aproxima, toca, cura — e transforma. Mas o que de fato estava em jogo quando Ele tirava alguém da mendicância? Seria Jesus contra o ato de pedir esmolas?
A resposta exige mais do que um “sim” ou “não”. Jesus não repreendia os que estendiam a mão por necessidade — Ele repreendia o mundo que os fazia estender a mão.
Basta lembrar de Bartimeu, o cego de Jericó. Ele estava sentado à beira do caminho, fazendo o que muitos em sua situação faziam: pedia esmolas. Era a única forma de sobreviver num sistema que o tinha descartado. Quando ouviu dizer que Jesus estava passando, Bartimeu não pediu moedas — ele gritou por misericórdia: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!”
Enquanto a multidão mandava que se calasse, Jesus parou. Sim, Ele parou. Porque para Jesus, um grito de socorro nunca é ruído — é chamado. E ao se aproximar, Jesus não colocou uma moeda na mão do cego. Colocou luz em seus olhos. Perguntou: “Que queres que Eu te faça?” — e Bartimeu respondeu: “Que eu torne a ver.”
Jesus o curou. Mas fez mais que isso: deu-lhe a chance de voltar a caminhar, de viver sem depender da compaixão alheia, de ser mais do que um pedinte à margem da estrada. Jesus devolveu-lhe não apenas a visão, mas a dignidade.
Esse é o ponto. Jesus nunca foi contra o pobre — mas sempre foi contra a pobreza imposta. Ele não era contra a esmola como gesto de compaixão — era contra a sociedade que empurra pessoas para viver de migalhas. Seus milagres não eram apenas curas: eram sinais do Reino de Deus, onde ninguém é deixado para trás.
Dar esmola pode aliviar. Mas levantar alguém do chão é libertar. E entre aliviar e libertar, Jesus escolheu o segundo. Porque a Sua missão não era apenas curar o corpo, mas restaurar o ser humano por inteiro: corpo, alma, e dignidade.
Bartimeu seguiu Jesus pelo caminho. Não mais como pedinte, mas como alguém que teve a sua vida transformada. E esse é o verdadeiro milagre: transformar uma vida sem esperança, dando sentido à existência.
Se quisermos seguir os passos de Cristo, precisamos dar mais do que moedas — precisamos parar, ouvir, tocar e levantar. Porque o que cura não é a esmola. É o encontro com Jesus.
David Hume, filósofo escocês do século XVIII, talvez possa ser considerado o maior cético de todos os tempos. Duvidou de Deus e influenciou pessoas, projetando suas ideias pelos séculos seguintes. Defendia que o verdadeiro milagre é a irracionalidade de quem acredita em histórias ridículas.
Hume questionou todos os milagres de Jesus, afirmando que acreditar neles faz com que pessoas inteligentes ignorem a razão e o bom senso. Para Hume, não existe justificativa para os milagres bíblicos, tampouco há como debater este assunto de forma séria.
Mas não para por aí. O ceticismo extremo de Hume o levou a desconfiar de tudo e de todos. O que realmente existe? O que é apenas fruto da minha imaginação? Esse ceticismo cria dúvidas sobre tudo e todos, e, se for muito intenso, pode fazer com que a pessoa se torne fria, indiferente e, por fim, triste.
Agora, desde as ideias expressas por Hume, agora, naturalmente, somos céticos. É que é muito mais fácil ser cético do que acreditar. Se no passado era natural crer, agora invertemos esse processo e as pessoas em condições normais não exercem mais nenhuma fé. Mesmo aqueles que afirmam acreditar em Deus, na verdade, possuem um distanciamento muito grande entre o que dizem e o que praticam, provando que não passam de crentes de fachada.
Transformar a água em vinho, caminhar sobre as águas, apenas cinco pães e dois peixinhos alimentar uma multidão, mortos ressuscitarem. Mas para aí, ter nascido de uma virgem, ser o filho de Deus, poder salvar a humanidade, aquele nazareno que foi crucificado numa cruz está vivo e nos céus, dá para entender a posição de Hume e de seus milhões de companheiros.
Para um cético, a existência de Jesus e seus milagres não pode ser verdadeira. As histórias da bíblia são vistas como interpretações erradas ou maliciosas. A verdade é que muitos ateus até gostariam de acreditar, mas não conseguem porque sua razão não permite.
Hoje, até mesmo entre os teólogos, existem muitos que aceitam Jesus, mas sem os seus milagres, sempre buscando por justificativas lógicas. A questão é que a palavra de Deus é considerada loucura para os que se perdem. Jesus diz que destruirá os inteligentes com sua inteligência. Infelizmente, a arrogância intelectual cega os indivíduos, impedindo-os de enxergar o óbvio. https://www.bible.com/pt/bible/compare/1CO.1.18-20,26-28
A Bíblia diz: “Não fiquem tristes como aqueles que não possuem esperança“. https://www.bibliaonline.com.br/acf/1ts/4A esperança do cristão vem da fé em Jesus Cristo. Diferentemente de Hume, ao olhar para os milagres de Jesus a nossa fé é fortalecida. O que motivou Jesus a agir foi o seu amor imensurável pela raça humana. Quando não acreditamos nos milagres, não acreditamos no amor.
Na década de 90, uma tribo indígena do noroeste do Rio Grande do Sul entendeu que se um índio fosse seu advogado, os seus interesses estariam melhor defendidos. Acabou que diversas tribos se cotizaram para pagar a faculdade do primeiro índio daquela região a cursar direito. Isso chegou a virar matéria das páginas amarelas da Revista Veja.
Assim, escolheram a menina índia que tinha as melhores notas. Só que aquela jovem também se destacou na faculdade, onde obteve as melhores notas dentre todos as alunos. Quando estava se formando, recebeu uma proposta de uma grande banca de advocacia de São Paulo para defender multinacionais. O inusitado foi que ela, negando suas raízes, aceitou aquele convite.
A maior parte das pessoas teria feito exatamente o que aquela jovem fez. Quando recebem uma proposta tentadora, esquecem suas origens, seus valores e o porquê foram colocados onde estão. Não estamos aqui por acaso, cada um de nós possui uma missão. O inimigo é sedutor e sabe como ter mais chances de cooptar a cada um de nós. Infelizmente, muitos são fieis apenas porque não receberam uma alta proposta.
A maioria das pessoas sucumbe a propostas tentadoras, abandonando suas origens e valores. Cada um de nós tem uma missão e não devemos nos vender ao inimigo, que é sedutor. Deus confia em nós como Seus filhos, e essa confiança não deve ser esquecida.
Comece ouvindo pessoas que falam de Deus nas redes sociais, mas dizem que você não precisa mais de uma igreja. Vai parecer fácil acreditar! Você vai pensar que é melhor ficar em casa. Porém, quando perceber, as coisas de Deus deixarão de fazer sentido e você se tornará cético e indiferente, mas com um enorme vazio existencial.
Ao longo da história, sempre esteve em curso um plano para destruir a Igreja. Recentemente, a internet com todas as suas mídias passou a ser usada por muitos para desafiar a frequência aos templos religiosos. Realmente, são muitos os que dizem que não precisamos mais ir em nenhuma igreja.
São verdadeiros lobos em pele de ovelha. Eles usam a internet para enganar pessoas sinceras, omitem que foi através da igreja que o evangelho chegou até os nossos dias. Agora estão disfarçados, fazendo a obra do mal e se tornando os modernos perseguidores.
Nunca devemos esquecer que Jesus Cristo sempre foi à Sinagoga, mesmo não sendo reconhecido como Salvador, deixando o exemplo de humildade. Assim como Jesus, devemos frequentar uma igreja, independentemente de sermos reconhecidos ou não.
A tecnologia permite que, mesmo em lugares inacessíveis ou com pouca liberdade, milhões de pessoas possam ouvir mensagens da palavra de Deus. Por outro lado, é claro que a desconfiança de alguns religiosos com a era digital, contribuiu para o atual cenário. Não podemos ter dúvida de que é necessário combinar a frequência ao templo com a internet.
Adorar em congregação é fundamental para o cristianismo, nos impede de andar sozinhos e nos torna mais felizes e fortes. Estão mentindo ao dizer que você não precisa de uma igreja.
O primeiro milagre de Jesus aconteceu em uma festa de casamento. Jesus, que estava dentre os convidados, de uma maneira incrível, transformou água em vinho. O milagre, contado apenas no evangelho de João, marca a sua primeira manifestação sobrenatural. A partir daquele momento, Jesus oficialmente começou o seu ministério terreno, que duraria três anos e meio para cumprir a profecia.
É difícil saber o que aconteceu, se faltou previsão dos noivos, se compareceram mais convidados do que o esperado ou, talvez, se tenham bebido além da conta. Não há como negar que os anfitriões cometeram um grande erro. Tal fato, com certeza, seria razão suficiente para arruinar a reputação dos noivos e de suas famílias.
Quem nunca errou em suas previsões que atire a primeira pedra. Muitas vezes pensamos que podemos dar conta, mas quando o problema aparece ele é grande demais e não conseguimos ver uma saída. Nada poderia aquele jovem casal fazer diante de odres vazios e convidados sedentos.
A questão é por que Jesus resolveu fazer ali o seu primeiro milagre? A resposta pode ser muito simples. É que Ele fora convidado para aquela festa! Quando Jesus é convidado, Ele é parte integrante, o sucesso daquela festa seria o sucesso Dele também. Mesmo após um grande erro dos noivos, se Jesus está presente Ele conserta as coisas.
Os judeus costumavam oferecer o melhor vinho para mostrar prestígio. Nessa festa, porém, a bíblia conta que o melhor vinho foi servido por último, o que chegou a surpreender a todos. Aquele foi o melhor vinho que já existiu, ainda que não seja razoável pensar que possuía teor alcoólico de 13% em média, tal como hoje. Naquele vinho sequer foi acrescentado álcool, mas essa discussão sobre o teor alcoólico pode ofuscar a grandeza do milagre.
No ano de 2018, em um leilão em Nova York, apenas uma garrafa do vinho Romanée-Conti da safra de 1945, foi arrematada por 558 mil dólares (3 milhões de reais), o maior valor já pago. Porém, nem mesmo uma garrafa do melhor vinho já produzido em todos os tempos, sequer se aproxima daquele no qual aquela água foi transformada.
Jesus pode nos transformar no melhor que podemos ser, basta convidá-lo para nos acompanhar. O milagre da transformação continua sendo realizado hoje dia, basta aceitá-lo que passaremos da água contaminada para o mais puro vinho. Se o convidarmos para estar ao nosso lado, nunca dará errado, pois Ele nunca abandona quem o convida para estar junto.
A religião cristã é composta por diferentes igrejas que podem se apresentar de maneiras distintas, levantando a questão sobre a existência de uma igreja verdadeira. Esta busca pode gerar muita angústia, já que nem sempre é fácil discernir entre o genuíno e o falso. Muitos acabam desistindo, permanecendo em igrejas que não refletem as verdades bíblicas, ou se rendendo ao secularismo e abandonando a fé. Portanto, como podemos diferenciar entre o verdadeiro e o falso?
Jesus Cristo enfatizou ser o caminho, a verdade e a vida, e se opôs à mentira. No entanto, desde o início do cristianismo, houve diferentes interpretações de sua mensagem, como evidenciado pelo grande número de cartas de orientação escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas.
A Bíblia tem sido considerada a palavra de Deus por milhares de anos. Se Deus existe, a Bíblia não pode deixar de ser Sua palavra, pois isso questionaria Sua justiça. Portanto, é claro que Deus existe e a Bíblia é Sua palavra, de modo que devemos buscar nela todas as respostas.
A questão é que a verdade não pode ser baseada na opinião individual ou de uma instituição religiosa. A bíblia deve permanecer como o único padrão claro e inalterável para os seguidores do cristianismo.
Por isso, uma igreja perde sua legitimidade ao se distanciar das escrituras sagradas. A ideia de uma igreja ter superioridade sobre a bíblia não é plausível. Nem mesmo Jesus Cristo jamais desconsiderou a bíblia. Ele reconheceu a verdade das escrituras que descreviam a vinda de um Messias e sempre enalteceu os textos da Torah como legítimos.
É mais sensato seguir o que está escrito na Bíblia do que seguir uma autoridade religiosa. Na Bíblia estão registrados os ensinamentos de Jesus e, em momento algum, foi autorizado uma igreja sobrepor-se às suas disposições. Quando alguém nega a importância das escrituras, busca promover seus próprios interesses.
A legitimidade de uma igreja vem de Jesus Cristo, que negou qualquer exclusivismo ao afirmar que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em seu nome, ele estaria presente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Além disso, é importante lembrar que os discípulos contaram a Jesus sobre alguém que estava agindo em seu nome, e ele respondeu que não deveriam impedi-lo. “Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”.
Mas, de acordo com a Bíblia Sagrada, uma igreja deixa de ser verdadeira quando se afasta dos ensinamentos de Jesus Cristo. Ele advertiu que nem todos que o chamam de Senhor herdarão o reino dos céus, mas apenas aqueles que fazem a vontade de seu Pai. Jesus também alertou sobre falsos profetas e falsos messias, instruindo a ser cautelosos com eles. Além disso, ele destacou que nem toda adoração é reconhecida por ele, especialmente quando baseada apenas em ensinamentos humanos.
A questão é que pensar de maneira diferente tem sido motivo para perseguições e intolerância. Engana-se quem pensa que isso está muito melhor. Algumas pessoas, preocupadas apenas com uma instituição religiosa em vez do Cristo que representam, podem perseguir para silenciar vozes dissidentes, evitando, repelindo e ignorando qualquer pensamento que não esteja de acordo com o oficial.
Por isso, cada crente deve buscar todas as respostas na bíblia sagrada. O mesmo poder que preservou a Bíblia através dos séculos será capaz de responder as nossas dúvidas. Assim, a verdadeira igreja é aquela que fundamenta todas as suas crenças na bíblia sagrada. Acredite, não há anseio humano que não possa ser respondido pela Bíblia!
A sociedade tem sido impactada pelo aumento de casos de pais que matam seus filhos, e vice-versa, uma situação muito triste. A relação entre pais e filhos, baseada no amor e na união, costuma ser um pilar fundamental da família. Quando isso não acontece, ocorre um desequilíbrio insustentável.
Infelizmente, os laços familiares estão cada vez mais frágeis, o que pode enfraquecer toda a sociedade. Por essa razão, a instituição familiar está enfrentando desafios inigualáveis, estando sob um atroz ataque.
É verdade que os valores mudam com o passar do tempo, mas a família, estabelecida por Deus desde a criação do mundo, é imutável. No Brasil, por incrível que pareça, até 2005 o adultério era considerado um crime, embora há décadas ninguém mais fosse preso por ser infiel. Os valores foram se relativizando, mas o fato é que o adultério continua nos dez mandamentos. Então, do ponto de vista religioso, adulterar continua sendo pecado.
O adultério não está no decálogo porque Deus queria apenas preservar a pureza das relações sexuais, mas sim para proteger a instituição da família. Essa foi a verdadeira razão por trás da proibição do adultério nos 10 mandamentos dados pelo Criador.
Não apenas a família foi criada no início do mundo, mas o próprio casamento de Adão e Eva foi realizado por Deus. No entanto, o plano maligno de tentar destruir a primeira família foi evidenciado quando corrompeu Adão e Eva. Acabar com a família, uma instituição estabelecida no paraíso em um ambiente perfeito, tem sido uma das estratégias mais visíveis do mal em nossos dias.
A escritora White afirma que os ataques à família serão intensificados no fim dos tempos. “Foi-me apresentada a condição de degeneração atual da família humana. Cada geração se tem vindo enfraquecendo mais, e a humanidade é afligida por toda forma de enfermidade. Milhares de pobres mortais de corpo deformado, doentio, nervos em frangalhos e mente sombria, vão arrastando uma existência miserável. Cresce o poder de Satanás sobre a família humana. Não viesse em breve o Senhor e destruísse o seu poder, e não tardaria que a Terra estivesse despovoada“.https://cdn.centrowhite.org.br/home/uploads/2022/11/Testemunhos-para-a-Igreja-1.pdf
Hoje está claro que muitas das dificuldades da nossa sociedade tiveram início com a deterioração da família. Ellen White foi precisa em sua previsão. Atualmente, essas afirmações parecem óbvias, mas foram escritas há cento e cinquenta anos.
O sexo cada vez mais é visto como uma forma principal de entretenimento, levando a níveis extremos de sensualidade que parecem estar piorando. Isso tem levado a relações promíscuas que prejudicam as famílias, deixando muitos adultos emocionalmente fragilizados, e tornando os relacionamentos frágeis em um mundo que valoriza relações passageiras.
Jesus Cristo valorizava a família e ele ter seguido os passos profissionais de seu pai de criação, José, mostra o quanto o amava. Isso demonstra a influência significativa de José sobre Jesus e o quanto ele era um exemplo de pai. Embora saibamos pouco sobre José, o amor de Jesus por ele é evidente pelos frutos que produziu.
Jesus também amava muito sua mãe, tal como descrito nos evangelhos. Mesmo depois da morte de José, Jesus se preocupou com Maria até seus últimos minutos de vida. Maria sempre apoiou e incentivou Jesus, marcando presença desde o primeiro milagre até a ressurreição.
Os irmãos de Jesus foram seus importantes seguidores e alguns morreram como mártires, assim como seu irmão e mestre. É difícil descrever o amor que demonstravam uns pelos outros. Mesmo sendo todos uma família pobre em um subúrbio insignificante da Judeia, o amor deles transformou o mundo.
Podemos ver na parábola do filho pródigo, como Jesus enxerga a família. Ele contou a história de um pai que acolheu o filho arrependido, mesmo após o rapaz haver desperdiçado todos os bens. Jesus ensinou o exemplo de perdão e amor entre pai e filho. Muitos pais teriam recusado o filho, mas o pai da história surpreende ao aceitá-lo com amor e perdão https://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_15_11-32/.
Vivemos tempos em que o amor está esfriando, conforme profetizado ma Bíblia sobre o fim dos tempos. As famílias já não vivem em harmonia, e isso traz muito sofrimento. Lucas 12:53 descreve um cenário do fim dos tempos: “Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, nora contra sogra.“
Não sabemos até que ponto os ataques à família irão, não há como prever até onde chegaremos. Precisamos saber duas coisas: que isso é obra do mal para desafiar a Deus, e que a a intensidade da falta de amor indica que estamos no tempo do fim. A única saída é olharmos para Jesus e pedir que Ele habite no nosso lar.
Muitos milagres de Jesus Cristo foram presenciados por fariseus e escribas, mesmo assim, eles não abriam nenhuma possibilidade dele ser o messias. É claro que preferiam não acreditar, mas, como eles próprios eram testemunhas do que estava acontecendo, atribuíram tudo o que viam a Belzebu, tido como maioral dos demônioshttps://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_11_15/. Ora, Jesus não poderia mesmo ser reconhecido como Cristo, pois Ele não era um dos líderes religiosos oficiais do seu tempo.
No entanto, deram uma oportunidade para que Jesus pudesse revelar-se a eles, então pediram um sinal do céu. A resposta de Jesus foi de que nenhum sinal lhes seria dado a não ser o mesmo sinal de Jonas https://www.biblegateway.com/passage/?search=Jonas%203&version=ARC, que foi um profeta que levou apenas a palavra de Deus. Pedir um sinal para Jesus é muito diferente de pedir um milagre, pois o sinal serve apenas para a nossa arrogância, já o pedido de um milagre é acompanhado de fé e humildade.
Jesus também recebeu o pedido de um sinal pela multidão, queriam que Ele descesse da cruz, somente assim o reconheceriam como o salvador (Mateus 27;39). Pediam ao salvador que salvasse a si mesmo. “Se és mesmo o filho de Deus, desce da cruz que creremos em ti”. Porém, Jesus suportou os escarnecedores e nada fez em seu próprio favor.
Muitos hoje continuam pedindo um sinal para Jesus, pois só assim o reconhecerão como Salvador. Outros ao verem o que Ele já fez, continuam atribuindo as bênçãos ao acaso, à própria sorte, ou aos seus méritos pessoais. Devemos aprender a crer de maneira desinteressada em Jesus, simplesmente porque Ele é o Cristo. Quando fizermos isso, nos surpreenderemos com o que Ele pode fazer em nosso favor.
Será que em algum momento da história, o cristianismo terá novamente a força vivida no pentecostes? Será que teremos novamente o poder de cristãos que se entregaram aos leões, mas não cederam aos romanos?
Um despertar religioso seria mesmo estrondosamente impactante neste momento da história. Aquilo que, em condições normais, poderia levar muito mais tempo, seria acelerado. Quando os crentes perceberem que as estruturas da fé foram silenciosamente minadas, que não falta mais nada acontecer, poderá haver o estopim.
Presentes todos os fatores do tempo do fim previstos pela Bíblia Sagrada, ninguém precisa ter dúvida, o reavivamento religioso será acompanhado de uma intolerância religiosa mais ostensiva. Por isso, quando os cristãos acordarem, poderemos ter um movimento de oposição como nunca antes visto.
No entanto, falar em perseguição religiosa, pode ser contraditório, ainda mais num momento em que existe todo um discurso contra qualquer discriminação. Contudo, um olhar atento fará perceber, até com relativa facilidade, que não existe nenhuma empolgação na defesa da não-discriminação religiosa. Hoje, a liberdade para que as pessoas possam expor as suas ideias, já é muito menor do que no passado recente. E essa será a maior surpresa para os cristãos, pois o seu inimigo é muito ardiloso.
Ao longo da história do protestantismo foram notados alguns períodos de despertamento religioso. O primeiro grande reavivamento, foi protagonizado por Jonathan Edwards (1703-1758) e George Whitefield. Este último, amigo de John Wesley, saiu da Europa para pregar nos Estados Unidos. A história registra que em 1738 ocorreram dias de um grande despertamento religioso.
O segundo grande despertar, foi um movimento iniciado por William Miller, que acreditava que Jesus Cristo voltaria em 1844. Obviamente, hoje sabemos que Jesus não voltou, mas toda a América do Norte foi grandemente impactada pelo reavivamento religioso.
Segundo Richard Schwarz, a marca daquele grupo foi um ministério leigo, sem o pertencimento a nenhuma igreja dentre as existentes. Cada crente passou a estabelecer uma conexão pessoal com Deus, focando apenas na volta de Jesus. Isso também vale para o primeiro reavivamento, que era leigo e não pertencente a nenhuma denominação religiosa.
Assim, ao analisarmos os últimos dois grandes reavivamentos espirituais, podemos conjecturar, respaldados pela história, que um despertar religioso encontra natural oposição no seio da própria comunidade cristã. Mas, algumas pessoas precisaram tomar a frente, pois disso resultou um grande impacto em todo o meio evangélico-protestante.
O Terceiro e Último Reavivamento
O Instituto Pew Research, em uma pesquisa sobre a fé na segunda vinda de Cristo, constatou que mais de 80% dos norte-americanos não acreditam que Jesus Cristo retornará à Terra até o ano de 2050. https://www.pewresearch.org/fact-tank/2010/07/14/jesus-christs-return-to-earth/ No Brasil, apesar de não termos a mesma pesquisa, acreditamos que o resultado não seria diferente.
Entretanto, no Terceiro e Último Grande Despertar Religioso, o ponto de coesão não parece que será qualquer fato político ou da natureza, mas sim, a fé de estar-se vivendo os acontecimentos finais.
Isso é o que dará coesão ao grupo que se levantará. No entanto, a dificuldade será saber quando um fato de grande repercussão não está no curso normal das coisas, mas sim, no contexto do fim propriamente dito. Porém, aqueles que estiverem conectados e vigilantes, saberão.
Neste mundo já tivemos pestes e pandemias que devastaram a população do planeta. Já foram verificadas manifestações da natureza como terremotos e tsunamis de proporções assombrosas. O homem viu eclodir guerras mundiais, e até mesmo campos de extermínio já foram instalados neste triste mundo. A moral da sociedade mudou de forma radical, em especial, após a revolução sexual de Woodstock. A ciência alcançou patamares inimagináveis, o homem chegou à Lua, e radares já esquadrinharam o Universo em distâncias de milhões de anos-luz. No entanto, aparentemente, todos aqueles eventos possuíam um potencial apocalíptico, mas nenhum deles foi capaz de provocar qualquer despertamento dos cristãos.
Mas, se tudo que a humanidade já viu acontecer não foi suficiente para um despertar, pode parecer que nada levará os cristãos à conclusão de que é chegada a hora. Contudo, a grande surpresa ficará por conta de que o último grupo de cristãos resgatará a ênfase na pregação da volta de Jesus Cristo, ainda que sofram intensa pressão para pararem de pregar.
Porém, nada acontecerá até que o evangelho rompa a barreia da racionalidade. Parece que será necessário viver o escândalo da loucura descrito na bíblia. No limiar dos últimos acontecimentos, não haverá outro caminho, senão deixar o nosso natural racionalismo de lado. Mais do que nunca, precisamos de um movimento fervoroso, ou melhor, irritantemente fervoroso e coeso. Por isso, as estruturas do inferno serão abaladas.
A certeza de estarmos nos últimos dias deste mundo, dará força e significado a esse grupo que fará sua voz ser ouvida. A partir do século XXI ninguém mais precisa de diagnósticos, hoje o que o mundo cristão precisa é de cura, por isso, não precisamos de novos movimentos religiosos, além daqueles que já temos.
A verdade é que não estaremos nos eventos finais, enquanto a pregação da volta de Jesus não volte a ocupar o centro do cristianismo. No entanto, precisamos de um reavivamento ainda maior do que o visto nos anteriores despertamentos. Por isso, os religiosos agora devem estar preparados para este cenário de guerra que está posto, e nisso todos os crentes devem encontrar e fortalecer sua fé.
Os cristãos que acreditam que estamos nos últimos tempos, precisam unir-se nesta pregação. Ainda que isso possa parecer estranho, pois a marca do protestantismo sempre foi a desunião, mas Cristo pode ter reservado alguma união para o tempo do fim. Oremos.
Texto extraído do livro Olhai a Figueira – Um Panorama do Mundo Atual de Alexsandro Leopoldo
É claro que os cientistas possuem sua atividade alheia a qualquer discussão religiosa, e realmente, ciência e religião devem correr seus próprios caminhos. O problema é que muitos pretendem um embasamento para a sua descrença, por isso, usam a ciência para alegar que Deus não existe.
O grande avanço científico que vivenciamos hoje foi profetizado pela bíblia cerca de dois milênios e meio antes. Com uma precisão incrível, a Bíblia Sagrada descreveu o avanço geométrico da ciência no futuro. “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”.
Quando olhamos na história podemos perceber que a ciência teve um crescimento desproporcional nos últimos cento e cinquenta anos. Entretanto, é curioso que a bíblia não foi omissa quanto ao desenvolvimento científico, pois ela previu no futuro um grande desenvolvimento do saber humano.
A profecia não deixa de apresentar um grande paradoxo, pois o conhecimento científico faz com que o homem viva mais e com melhores condições de vida. No entanto, ainda assim, está associada ao tempo do fim. A verdade é que Deus nunca foi contra o desenvolvimento humano, apenas Ele sabia que a utilização das riquezas naturais do planeta de maneira egoísta, faria com que logo elas se esgotassem, causando uma irreversível degradação. Talvez, por isso, alertou que quando a ciência estivesse tremendamente desenvolvida, então viria o fim.
Agora, o mesmo livro que afirma a “fábula” de que Deus criou o mundo, possui, no mínimo, dois pontos de convergência com a ciência. O primeiro é que a bíblia dois milênios e meio antes previu um grande desenvolvimento científico no futuro. O segundo aspecto, é que aquele final dos tempos previsto pela bíblia, também passou a ser efusivamente pregado pela ciência, ainda que como um alerta para uma mudança de comportamento.
Em 2006, Al Gore, através do documentário “Uma verdade inconveniente”, com o apoio de toda a comunidade científica, evidenciou a preocupação com o futuro do planeta diante das mudanças climáticas. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos pregou que a temperatura do planeta terra estava aumentando em decorrência do aquecimento global e do efeito estufa. Por causa disso, sofreríamos grandes danos ambientais, como o derretimento das geleiras e diversas calamidades climáticas ao redor do planeta.
Ainda que o norte do trabalho de Gore fosse eminentemente científico, é inegável o tom apocalíptico das predições do ambientalista. E, de fato, as previsões feitas quase duas décadas atrás, cumpriram-se de maneira assombrosamente acertadas. A ciência tem diagnósticos precisos de que a degradação do planeta ocorre diretamente por causa da ação do homem. É claro que não é a ciência que está causando a degradação ambiental, mas sim o uso egoísta dos recursos naturais.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia, foi divulgado um relatório que prevê eventos traumáticos de extinção em massa, temperaturas cada vez mais altas, o aumento de surtos de doenças, o aumento do nível do mar e, por fim, o colapso total de diversos ecossistemas já nas próximas décadas. “A vida na Terra pode se recuperar de uma mudança drástica no clima, evoluindo para novas espécies e criando novos ecossistemas. Os humanos não podem.”, diz o documento.
Só que agora, a questão se coloca no sentido de que estamos vivendo um período apocalíptico, seja com base na bíblia ou na ciência. Por isso, ao confrontarmos o mundo ao nosso redor e o que foi escrito pela bíblia, passa a ser inegável que algo surpreendente pode acontecer, acreditamos que será a prometida volta de Jesus a este planeta.
Em 1947, em meio a uma corrida armamentista nuclear, foi criado por alguns cientistas o Doomsday Clock, o “relógio do fim do mundo”. A ideia era reforçar o quão perigoso para a humanidade pode ser uma guerra nuclear. Assim, os ponteiros do relógio movimentam-se de acordo com a conjuntura política mundial e a possibilidade de uma catástrofe nuclear.
A última movimentação dos ponteiros do relógio, que atualmente se encontra na Universidade de Chicago, ocorreu em 23 de janeiro de 2020, marcando que apenas 1 minuto e 40 segundos separam a raça humana da meia-noite.
É triste constatar que o ser humano tem investido bilhões de dólares em campanhas armamentistas, sendo que a quantidade de bombas nucleares nas mãos dos Estados Unidos e da Rússia é suficiente para várias vezes extinguir a vida no planeta Terra.
Agora, com a deterioração das relações entre os americanos e os russos, que juntos possuem 90% do arsenal nuclear do mundo, a humanidade passa a ter reais motivos para se preocupar.
Porém, a menos que Deus não exista ou que a bíblia não seja verdadeiramente a sua palavra, o mundo não será desolado por uma catástrofe nuclear, nem acidental e nem tampouco provocada. Ainda que algum líder mundial acione as bombas nucleares para acabar com a vida no planeta, elas simplesmente não detonarão.
Como podemos afirmar isso? Simples, é que o apocalipse diz que o fim se dará pela intervenção direta de Deus, que foi quem criou o mundo. O último evento final será a volta de Jesus Cristo a este planeta.
O fato novo é que agora quem alerta que o mundo está em perigo são os cientistas. O que temos não é nada mais do que a ação egoísta do homem e a sua separação do Criador. O resultado disso tem sido um mundo no caminho da sua própria destruição.
Infelizmente, a rota seguida até aqui não parece ter mais volta, por isso, daqui a menos de um minuto e quarenta segundos, Jesus Cristo irá retornar a este planeta. A intervenção predita na bíblia ocorrerá para que a justiça e a paz sejam definitivamente restauradas.
Fiquei profundamente marcado por uma palestra proferida há alguns anos pelo Dr. Ivan Izquierdo.Alguém perguntou ao professor, ele que era doutor em memória, por que os velhos lembram com mais nitidez dos acontecimentos remotos e esquecem os recentes. Ou seja, por que esquecem onde colocaram as chaves, mas lembram de algo ocorrido na infância cinquenta anos atrás.
O professor disse que a ciência não tem explicação para isso, mas arriscou numa suposição: “as pessoas recordam com mais pormenores do tempo em que foram mais felizes”.
Na medida em que vamos passando por aqui, vamos acumulando perdas, quanto mais velho, maiores são as perdas do caminho. Sentimos a perda das pessoas que se foram, sentimos até mesmo pelos animais que não estão mais por aqui. Parece mesmo fazer sentido que as perdas vão fazendo com que até mesmo a nossa memória acabe abalada.
Têm muitos que não conseguem ser felizes porque não conseguem conviver com as perdas do caminho. Só que não podemos esquecer que o nosso desafio é o de Deus também. Jesus Cristo foi sincero e disse que teríamos dificuldades por aqui. Entretanto, Ele prometeu um novo mundo onde a morte e a dor não mais existirão, pois o ser humano será eterno.
Coloque a Cristo em primeiro lugar na sua vida, e não esqueça que nada foge aos desígnios divinos. Jesus Cristo promete uma vida onde não existirão mais as perdas do caminho. Essa esperança poderá fazer a diferença em nossas vidas.
Muitos procuram adequar Jesus Cristo às suas próprias opiniões. Por isso, aqueles que são partidários da esquerda veem Cristo como um revolucionário comunista. Já, os que são da direita, enxergam Cristo como um audacioso empreendedor na área da religião.
O conceito de direita e de esquerda, tal como conhecemos hoje, teve início na revolução francesa. Então, durante os preparativos para a nova Constituição da República, os que queriam uma ruptura total, sentavam-se à esquerda. Por outro lado, aqueles que procuravam manter uma postura conservadora, sentavam-se à direita.
Uma ótima definição de direita e esquerda é dado por Norberto Bobbio. Para o grande jurista italiano, os dois lados buscam melhorias na sociedade. Mas, a esquerda foca em promover a justiça social, enquanto a direita, por sua vez, trabalha mais pela liberdade individual.
Porém, Jesus Cristo está acima das posições políticas terrenas. Ele quer salvar a todos os seres humanos. É evidente que Ele não concorda com a desigualdade social deste planeta. Isso é sintetizado no comando: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_22_37-39/ Nem mesmo, Marx, Engels, Che Guevara ou nenhum outro comunista, jamais poderiam sintetizar melhor o que é justiça social.
Entretanto, Jesus Cristo também presava pela liberdade. Ele defendia que as pessoas livremente aderissem as suas ideias. Por isso, disse que quem conhecesse a verdade, seria verdadeiramente livre. Porém, lamentavelmente, em muitos países ainda não existe liberdade religiosa. Nos países comunistas, o Estado se transformou em inimigo da religião. Em outros tantos lugares, uma única religião oficial tornou-se o único caminho a ser seguido.
Existem ainda muitos que defendem que a razoabilidade está no centro. Essa posição, não raro é defendida com o mesmo radicalismo daqueles que se colocam à direita ou à esquerda. A questão é que Cristo deixou bem claro sua opção em separar as coisas divinas das terrenas. Por isso, Ele expressamente mandou dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Precisamos parar de tentar moldar Deus e Jesus Cristo às questões humanas. Cristo fez muitos milagres, mas o maior milagre de todos foi a conversão do ser humano. Através de Jesus Cristo, muitas pessoas transformam-se em novas criaturas. Quando alguém aceita a Jesus Cristo, é então que se torna verdadeiramente livre. Se hoje temos no ocidente razoável grau de liberdade, é porque o cristianismo traz em sua essência um homem livre.
Ir a igreja já foi o melhor entretenimento do ser humano. Era o momento máximo da semana. Colocar a melhor roupa, rever os amigos, ouvir palavras de fé e esperança. O homem até o século passado tinha uma vida bastante previsível, pois a maior parte de sua existência ocorria em um raio de 16 km². Mas, ir até a igreja era mesmo o melhor momento de toda a semana.
Quem pensa que a igreja é apenas um lugar de adoração, certamente não conseguiu perceber os benefícios ao adorador. Só que desde a chegada da tecnologia, o espaço físico e espiritual da igreja, perdeu sentido, acabando por perder a graça.
Acontece que hoje, o que traz prazer é exatamente aquilo que é feito sem obrigação. A igreja deixou de ser prazerosa, porque passou a ser inserida dentro daquilo que é visto apenas como um ônus. Nem é preciso dizer que vivemos dias que caminham para uma secularização sem precedentes.
Mas a onda não se restringe a igreja. Até mesmo o trabalho também deixou de ser prazeroso. Na maior parte dos casos, trabalhar também se tornou algo visto como muito maçante, mesmo quando em condições adequadas. Por isso, o homem não possui mais prazer em trabalhar, e apenas o entretenimento pode dar-lhe prazer.
O entretenimento passou a decorrer unicamente da ausência de pensamento. Apenas iremos relaxar e aproveitar, quando não estamos pensando em absolutamente nada. O problema é que, se não pensamos enquanto nos “divertimos”, alguém esteve pensando cada conceito que será transmitido. No entanto, infelizmente, o que é repassado enquanto nos “divertimos” não se assemelha ao que era transmitido pelas igrejas em seus cultos.
Os valores transmitidos hoje não levam mais o ser humano ao altruísmo, ao amor ao próximo ou à obediência a um Ser Superior que, por ser bondoso, sempre desejará o melhor para o homem por Ele criado.
Para a diversão tudo é possível, se tiver que blasfermar, vai valer a pena! Se for necessário ofender, por que não? Se for necessário desconstruir uma imagem, que assim seja! O que importa é que a maioria veja nisso graça.
O problema é que antes do cristianismo, as pessoas viam graça em “sessões” onde seus semelhantes eram devorados aos pedaços por leões. Então, hoje você se pergunta – onde estaria a graça nisso? A resposta é bem simples: na ausência de pensamento.
Numa rotina de vida entre o trabalho e o lazer, o ser humano tem procurado viver intensamente. Cada vez mais, a praticidade do mundo moderno afasta as pessoas do divino e as aproxima do que antes era profano. O novo parar de preocupar-se e viver a vida, traz a ideia de que não existe nada além do que vemos, que conhecemos ou que podemos compreender.
O ser humano cada vez mais tenta libertar-se dos dogmas que as religiões trazem. Com isso, ele se considera mais autossuficiente. Ao retirar a condução de sua vida de um ser divino, as pessoas projetam em si mesmas o desígnio da sua existência.
Se alguma decisão será tomada, isso ocorrerá com base em seus sentimentos. Naquilo que pode ser medido, experimentado, ou provado. O sentimento atual é de que as amarras da religião escravizavam, tornando o ser humano refém de práticas e de vedações.
No entanto, a religiosidade não pode ser vista apenas pelo seu aspecto negativo, ou seja, do não. A releitura que deve ser feita diz respeito à razoabilidade, àquilo que a religião pode melhorar o crente. Assim, uma vez entendida a dependência humana do seu Criador, os motivos para uma vida de fé serão muito maiores do que aqueles que levariam a uma vida de descrença.
Porém, parar de preocupar-se e viver a vida de maneira intensa não resolverá tudo. Priorizar o momento atual em detrimento do futuro, dificilmente suprirá o vazio existencial. O homem sem fé passa a ficar refém de si mesmo. A partir do momento em que escolher viver sozinho, toda a pressão estará apenas sobre ele. O vivente precisará administrar não apenas as suas realizações, mas também aquilo que foge de seu poder.
A verdade é que, ainda que todas as condições materiais sejam alcançadas, nem por isso a vida será mais interessante. A prova é que o suicídio, embora presente em todas as camadas sociais, dentre os mais altos executivos é três vezes maior do que entre os trabalhadores da mais inferior posição social.
Parar de preocupar-se com Deus e viver a vida, não resolverá os problemas. Quanto mais nos tornamos céticos, menos próximos nos tornamos uns dos outros. Surgem, cada vez mais, as novas vítimas do individualismo, que pode levar a uma existência pautada pelo próprio umbigo, sem espaço para mais ninguém.
O erro disso é que Deus não pode ser visto como uma preocupação, deve ser entendido como fundamental para a mais completa realização humana. Por isso, a religião em pleno século XXI ainda encontra sentido. A fé não é destinada apenas a pessoas incultas. O fato de Deus, normalmente, não se utilizar de práticas sobrenaturais para ser reconhecido, não impede que Ele possa fazer a diferença em nossas vidas.
Estabelecer os parâmetros de uma religiosidade que efetivamente melhore a vida do crente e ajude-o a encontrar sentido para a sua vida, esse é o grande desafio da religião no nosso tempo.