A Jornada sem GPS

Eu sei que muitos já fizeram associações entre o GPS e a condução de Deus. Mas, depois de uma viagem bem complicada, isso me veio à mente. 

Porque a vida, às vezes, parece mesmo uma viagem longa, por estradas desconhecidas, cheia de desvios inesperados e caminhos difíceis. E é justamente por isso que esse tema continua sendo tão apropriado, se você não sabe o caminho, precisa confiar em Quem guia.

Cada vez mais se torna impensável viajar sem GPS. Mas até pouco atrás não dispúnhamos da Internet. Crer em Deus pode também ser como sair para uma viagem sem GPS. Você não vê o trajeto completo. Não sabe quanto tempo falta, nem entende por que tantas curvas tão apertadas, tantos trechos esburacados, tanta neblina no meio da estrada.

Às vezes, parece que o destino está cada vez mais longe. Ou pior: parece que você está perdido. Mas é aí que a fé entra. Ela pode não te dar o mapa. Ela te dá a coragem de continuar.

A fé não elimina os desvios, mas transforma até o erro de rota em milagre. Ela não impede os pneus de furarem, nem as placas de sumirem, mas te faz lembrar que quem está no volante é Deus.

E Deus…. Ele não precisa de Waze. Jesus Cristo não erra o caminho, não perde o sinal, não se confunde na entrada. Na verdade, Ele é o caminho. O caminho, a verdade e a vida.

Quando Ele conduz, a estrada pode ser longa, mas não é em vão. Pode ser dura, mas não é sem propósito. Pode ser escura, mas nunca sem direção.

Você pode não ter um GPS. Mas tem o Guia. E com Ele, até o que parecia atraso se revela livramento. Até o que parecia fim… vira recomeço.

Essa é a jornada da fé. Não é sobre ter controle. É sobre ter confiança. Então, siga. Mesmo sem ver o destino final, confie em Deus porque no fim de tudo terá valido à pena confiar.

A Família Sob Ataque

A sociedade tem sido impactada pelo aumento de casos de pais que matam seus filhos, e vice-versa, uma situação muito triste. A relação entre pais e filhos, baseada no amor e na união, costuma ser um pilar fundamental da família. Quando isso não acontece, ocorre um desequilíbrio insustentável.

Infelizmente, os laços familiares estão cada vez mais frágeis, o que pode enfraquecer toda a sociedade. Por essa razão, a instituição familiar está enfrentando desafios inigualáveis, estando sob um atroz ataque.

É verdade que os valores mudam com o passar do tempo, mas a família, estabelecida por Deus desde a criação do mundo, é imutável. No Brasil, por incrível que pareça, até 2005 o adultério era considerado um crime, embora há décadas ninguém mais fosse preso por ser infiel. Os valores foram se relativizando, mas o fato é que o adultério continua nos dez mandamentos. Então, do ponto de vista religioso, adulterar continua sendo pecado.

O adultério não está no decálogo porque Deus queria apenas preservar a pureza das relações sexuais, mas sim para proteger a instituição da família. Essa foi a verdadeira razão por trás da proibição do adultério nos 10 mandamentos dados pelo Criador.

Não apenas a família foi criada no início do mundo, mas o próprio casamento de Adão e Eva foi realizado por Deus. No entanto, o plano maligno de tentar destruir a primeira família foi evidenciado quando corrompeu Adão e Eva. Acabar com a família, uma instituição estabelecida no paraíso em um ambiente perfeito, tem sido uma das estratégias mais visíveis do mal em nossos dias.

A escritora White afirma que os ataques à família serão intensificados no fim dos tempos. “Foi-me apresentada a condição de degeneração atual da família humana. Cada geração se tem vindo enfraquecendo mais, e a humanidade é afligida por toda forma de enfermidade. Milhares de pobres mortais de corpo deformado, doentio, nervos em frangalhos e mente sombria, vão arrastando uma existência miserável. Cresce o poder de Satanás sobre a família humana. Não viesse em breve o Senhor e destruísse o seu poder, e não tardaria que a Terra estivesse despovoada.https://cdn.centrowhite.org.br/home/uploads/2022/11/Testemunhos-para-a-Igreja-1.pdf

Hoje está claro que muitas das dificuldades da nossa sociedade tiveram início com a deterioração da família. Ellen White foi precisa em sua previsão. Atualmente, essas afirmações parecem óbvias, mas foram escritas há cento e cinquenta anos.

O sexo cada vez mais é visto como uma forma principal de entretenimento, levando a níveis extremos de sensualidade que parecem estar piorando. Isso tem levado a relações promíscuas que prejudicam as famílias, deixando muitos adultos emocionalmente fragilizados, e tornando os relacionamentos frágeis em um mundo que valoriza relações passageiras.

Jesus Cristo valorizava a família e ele ter seguido os passos profissionais de seu pai de criação, José, mostra o quanto o amava. Isso demonstra a influência significativa de José sobre Jesus e o quanto ele era um exemplo de pai. Embora saibamos pouco sobre José, o amor de Jesus por ele é evidente pelos frutos que produziu.

Jesus também amava muito sua mãe, tal como descrito nos evangelhos. Mesmo depois da morte de José, Jesus se preocupou com Maria até seus últimos minutos de vida. Maria sempre apoiou e incentivou Jesus, marcando presença desde o primeiro milagre até a ressurreição.

Os irmãos de Jesus foram seus importantes seguidores e alguns morreram como mártires, assim como seu irmão e mestre. É difícil descrever o amor que demonstravam uns pelos outros. Mesmo sendo todos uma família pobre em um subúrbio insignificante da Judeia, o amor deles transformou o mundo.

Podemos ver na parábola do filho pródigo, como Jesus enxerga a família. Ele contou a história de um pai que acolheu o filho arrependido, mesmo após o rapaz haver desperdiçado todos os bens. Jesus ensinou o exemplo de perdão e amor entre pai e filho. Muitos pais teriam recusado o filho, mas o pai da história surpreende ao aceitá-lo com amor e perdão https://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_15_11-32/.

Vivemos tempos em que o amor está esfriando, conforme profetizado ma Bíblia sobre o fim dos tempos. As famílias já não vivem em harmonia, e isso traz muito sofrimento. Lucas 12:53 descreve um cenário do fim dos tempos: “Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, nora contra sogra.

Não sabemos até que ponto os ataques à família irão, não há como prever até onde chegaremos. Precisamos saber duas coisas: que isso é obra do mal para desafiar a Deus, e que a a intensidade da falta de amor indica que estamos no tempo do fim. A única saída é olharmos para Jesus e pedir que Ele habite no nosso lar.


Por Alexsandro Leopoldo profalexleopoldo@gmail.com

O Terceiro e Último Despertar

Será que em algum momento da história, o cristianismo terá novamente a força vivida no pentecostes? Será que teremos novamente o poder de cristãos que se entregaram aos leões, mas não cederam aos romanos?

Um despertar religioso seria mesmo estrondosamente impactante neste momento da história. Aquilo que, em condições normais, poderia levar muito mais tempo, seria acelerado. Quando os crentes perceberem que as estruturas da fé foram silenciosamente minadas, que não falta mais nada acontecer, poderá haver o estopim.

Presentes todos os fatores do tempo do fim previstos pela Bíblia Sagrada, ninguém precisa ter dúvida, o reavivamento religioso será acompanhado de uma intolerância religiosa mais ostensiva. Por isso, quando os cristãos acordarem, poderemos ter um movimento de oposição como nunca antes visto.

No entanto, falar em perseguição religiosa, pode ser contraditório, ainda mais num momento em que existe todo um discurso contra qualquer discriminação. Contudo, um olhar atento fará perceber, até com relativa facilidade, que não existe nenhuma empolgação na defesa da não-discriminação religiosa. Hoje, a liberdade para que as pessoas possam expor as suas ideias, já é muito menor do que no passado recente. E essa será a maior surpresa para os cristãos, pois o seu inimigo é muito ardiloso.

Ao longo da história do protestantismo foram notados alguns períodos de despertamento religioso. O primeiro grande reavivamento, foi protagonizado por Jonathan Edwards (1703-1758) e George Whitefield. Este último, amigo de John Wesley, saiu da Europa para pregar nos Estados Unidos. A história registra que em 1738 ocorreram dias de um grande despertamento religioso.

O segundo grande despertar, foi um movimento iniciado por William Miller, que acreditava que Jesus Cristo voltaria em 1844. Obviamente, hoje sabemos que Jesus não voltou, mas toda a América do Norte foi grandemente impactada pelo reavivamento religioso.

Segundo Richard Schwarz, a marca daquele grupo foi um ministério leigo, sem o pertencimento a nenhuma igreja dentre as existentes. Cada crente passou a estabelecer uma conexão pessoal com Deus, focando apenas na volta de Jesus. Isso também vale para o primeiro reavivamento, que era leigo e não pertencente a nenhuma denominação religiosa.

Assim, ao analisarmos os últimos dois grandes reavivamentos espirituais, podemos conjecturar, respaldados pela história, que um despertar religioso encontra natural oposição no seio da própria comunidade cristã. Mas, algumas pessoas precisaram tomar a frente, pois disso resultou um grande impacto em todo o meio evangélico-protestante.

O Terceiro e Último Reavivamento

O Instituto Pew Research, em uma pesquisa sobre a fé na segunda vinda de Cristo, constatou que mais de 80% dos norte-americanos não acreditam que Jesus Cristo retornará à Terra até o ano de 2050. https://www.pewresearch.org/fact-tank/2010/07/14/jesus-christs-return-to-earth/ No Brasil, apesar de não termos a mesma pesquisa, acreditamos que o resultado não seria diferente. 

Entretanto, no Terceiro e Último Grande Despertar Religioso, o ponto de coesão não parece que será qualquer fato político ou da natureza, mas sim, a fé de estar-se vivendo os acontecimentos finais.

Isso é o que dará coesão ao grupo que se levantará. No entanto, a dificuldade será saber quando um fato de grande repercussão não está no curso normal das coisas, mas sim, no contexto do fim propriamente dito. Porém, aqueles que estiverem conectados e vigilantes, saberão.

Neste mundo já tivemos pestes e pandemias que devastaram a população do planeta. Já foram verificadas manifestações da natureza como terremotos e tsunamis de proporções assombrosas. O homem viu eclodir guerras mundiais, e até mesmo campos de extermínio já foram instalados neste triste mundo. A moral da sociedade mudou de forma radical, em especial, após a revolução sexual de Woodstock. A ciência alcançou patamares inimagináveis, o homem chegou à Lua, e radares já esquadrinharam o Universo em distâncias de milhões de anos-luz. No entanto, aparentemente, todos aqueles eventos possuíam um potencial apocalíptico, mas nenhum deles foi capaz de provocar qualquer despertamento dos cristãos.

Mas, se tudo que a humanidade já viu acontecer não foi suficiente para um despertar, pode parecer que nada levará os cristãos à conclusão de que é chegada a hora. Contudo, a grande surpresa ficará por conta de que o último grupo de cristãos resgatará a ênfase na pregação da volta de Jesus Cristo, ainda que sofram intensa pressão para pararem de pregar.

Porém, nada acontecerá até que o evangelho rompa a barreia da racionalidade. Parece que será necessário viver o escândalo da loucura descrito na bíblia. No limiar dos últimos acontecimentos, não haverá outro caminho, senão deixar o nosso natural racionalismo de lado. Mais do que nunca, precisamos de um movimento fervoroso, ou melhor, irritantemente fervoroso e coeso. Por isso, as estruturas do inferno serão abaladas.

A certeza de estarmos nos últimos dias deste mundo, dará força e significado a esse grupo que fará sua voz ser ouvida. A partir do século XXI ninguém mais precisa de diagnósticos, hoje o que o mundo cristão precisa é de cura, por isso, não precisamos de novos movimentos religiosos, além daqueles que já temos.

A verdade é que não estaremos nos eventos finais, enquanto a pregação da volta de Jesus não volte a ocupar o centro do cristianismo. No entanto, precisamos de um reavivamento ainda maior do que o visto nos anteriores despertamentos. Por isso, os religiosos agora devem estar preparados para este cenário de guerra que está posto, e nisso todos os crentes devem encontrar e fortalecer sua fé.

Os cristãos que acreditam que estamos nos últimos tempos, precisam unir-se nesta pregação. Ainda que isso possa parecer estranho, pois a marca do protestantismo sempre foi a desunião, mas Cristo pode ter reservado alguma união para o tempo do fim. Oremos.

Texto extraído do livro Olhai a Figueira – Um Panorama do Mundo Atual de Alexsandro Leopoldo

A surpreendente convergência entre a bíblia e a ciência

Destaque

É claro que os cientistas possuem sua atividade alheia a qualquer discussão religiosa, e realmente, ciência e religião devem correr seus próprios caminhos. O problema é que muitos pretendem um embasamento para a sua descrença, por isso, usam a ciência para alegar que Deus não existe.

O grande avanço científico que vivenciamos hoje foi profetizado pela bíblia cerca de dois milênios e meio antes. Com uma precisão incrível, a Bíblia Sagrada descreveu o avanço geométrico da ciência no futuro. “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.

Quando olhamos na história podemos perceber que a ciência teve um crescimento desproporcional nos últimos cento e cinquenta anos. Entretanto, é curioso que a bíblia não foi omissa quanto ao desenvolvimento científico, pois ela previu no futuro um grande desenvolvimento do saber humano.

A profecia não deixa de apresentar um grande paradoxo, pois o conhecimento científico faz com que o homem viva mais e com melhores condições de vida. No entanto, ainda assim, está associada ao tempo do fim. A verdade é que Deus nunca foi contra o desenvolvimento humano, apenas Ele sabia que a utilização das riquezas naturais do planeta de maneira egoísta, faria com que logo elas se esgotassem, causando uma irreversível degradação. Talvez, por isso, alertou que quando a ciência estivesse tremendamente desenvolvida, então viria o fim.

Agora, o mesmo livro que afirma a “fábula” de que Deus criou o mundo, possui, no mínimo, dois pontos de convergência com a ciência. O primeiro é que a bíblia dois milênios e meio antes previu um grande desenvolvimento científico no futuro. O segundo aspecto, é que aquele final dos tempos previsto pela bíblia, também passou a ser efusivamente pregado pela ciência, ainda que como um alerta para uma mudança de comportamento.

Em 2006, Al Gore, através do documentário “Uma verdade inconveniente”, com o apoio de toda a comunidade científica, evidenciou a preocupação com o futuro do planeta diante das mudanças climáticas. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos pregou que a temperatura do planeta terra estava aumentando em decorrência do aquecimento global e do efeito estufa. Por causa disso, sofreríamos grandes danos ambientais, como o derretimento das geleiras e diversas calamidades climáticas ao redor do planeta.

Ainda que o norte do trabalho de Gore fosse eminentemente científico, é inegável o tom apocalíptico das predições do ambientalista. E, de fato, as previsões feitas quase duas décadas atrás, cumpriram-se de maneira assombrosamente acertadas. A ciência tem diagnósticos precisos de que a degradação do planeta ocorre diretamente por causa da ação do homem. É claro que não é a ciência que está causando a degradação ambiental, mas sim o uso egoísta dos recursos naturais.

Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia, foi divulgado um relatório que prevê eventos traumáticos de extinção em massa, temperaturas cada vez mais altas, o aumento de surtos de doenças, o aumento do nível do mar e, por fim, o colapso total de diversos ecossistemas já nas próximas décadas. “A vida na Terra pode se recuperar de uma mudança drástica no clima, evoluindo para novas espécies e criando novos ecossistemas. Os humanos não podem.”, diz o documento.

Só que agora, a questão se coloca no sentido de que estamos vivendo um período apocalíptico, seja com base na bíblia ou na ciência. Por isso, ao confrontarmos o mundo ao nosso redor e o que foi escrito pela bíblia, passa a ser inegável que algo surpreendente pode acontecer, acreditamos que será a prometida volta de Jesus a este planeta.