Um Mundo mais Intolerante

Qual a tolerância devemos ter com aquilo que já pensamos e acreditamos? Nenhuma. E é justamente isso que tem definido a noção atual de “tolerância”: aceitação incondicional do que já concordamos — e cancelamento de tudo o que contraria nossa visão de mundo.

Vivemos um tempo paradoxal. Nunca se falou tanto em diversidade, mas nunca houve tão pouco espaço para ideias divergentes. Cada indivíduo se tornou o senhor absoluto da própria razão, como se o universo inteiro orbitasse em torno das suas certezas pessoais. Anthony Lewis, em Liberdade para as ideias que odiamos, revela que até mesmo os Estados Unidos — símbolo mundial da liberdade de expressão — enfrentam hoje uma luta pela liberdade ao pensamento contrário.

Voltaire, conhecido pelo ideal iluminista da liberdade intelectual, e que será lembrado por afirmar que: “Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de o dizeres”. No entanto, sua própria pátria, a França, figura entre os países com mecanismos mais severos de repressão à fala dissidente. Um sintoma claro da hipocrisia moderna: prega-se tolerância, mas apenas enquanto ninguém ousar discordar.

O Brasil, por sua vez, tem assistido à erosão da liberdade de expressão em ritmo acelerado. Quem questiona as ideias dos donos do poder, quem desafia a narrativa dominante, paga o preço da perseguição e do silenciamento. Tudo indica que a verdade está sendo empurrada para as margens — como se já não houvesse mais espaço para ela no debate público.

No entanto, para o cristianismo, a verdade jamais foi apenas uma opinião. Não é uma construção social, tampouco algo sujeito a revisões políticas. A verdade é uma pessoa. E tem nome: Jesus Cristo. É por isso que Ele declarou com tanta clareza: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Encontrar a verdade, portanto, não é apenas aderir a um discurso — é encontrar-se com Cristo e submeter-se à sua Palavra.

É por isso que quem prega essa verdade inevitavelmente entrará em confronto com o sistema. Se isso não ocorreu é porque não estamos tão empenhados com a verdade. A verdade cristã é ofensiva para um mundo que relativizou tudo. Mas o cristão não pode abrir mão dela. Porque, por mais que o mundo tente calar, “a verdade vos libertará” (João 8:32).

E se defender a verdade nos tornar alvos da intolerância — “maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”.

Por Alexsandro Leopoldo

Não peça um sinal para Jesus

Destaque

Muitos milagres de Jesus Cristo foram presenciados por fariseus e escribas, mesmo assim, eles não abriam nenhuma possibilidade dele ser o messias. É claro que preferiam não acreditar, mas, como eles próprios eram testemunhas do que estava acontecendo, atribuíram tudo o que viam a Belzebu, tido como maioral dos demônioshttps://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_11_15/. Ora, Jesus não poderia mesmo ser reconhecido como Cristo, pois Ele não era um dos líderes religiosos oficiais do seu tempo.

No entanto, deram uma oportunidade para que Jesus pudesse revelar-se a eles, então pediram um sinal do céu. A resposta de Jesus foi de que nenhum sinal lhes seria dado a não ser o mesmo sinal de Jonas https://www.biblegateway.com/passage/?search=Jonas%203&version=ARC, que foi um profeta que levou apenas a palavra de Deus. Pedir um sinal para Jesus é muito diferente de pedir um milagre, pois o sinal serve apenas para a nossa arrogância, já o pedido de um milagre é acompanhado de fé e humildade.

Jesus também recebeu o pedido de um sinal pela multidão, queriam que Ele descesse da cruz, somente assim o reconheceriam como o salvador (Mateus 27;39). Pediam ao salvador que salvasse a si mesmo. “Se és mesmo o filho de Deus, desce da cruz que creremos em ti”. Porém, Jesus suportou os escarnecedores e nada fez em seu próprio favor.

Muitos hoje continuam pedindo um sinal para Jesus, pois só assim o reconhecerão como Salvador. Outros ao verem o que Ele já fez, continuam atribuindo as bênçãos ao acaso, à própria sorte, ou aos seus méritos pessoais. Devemos aprender a crer de maneira desinteressada em Jesus, simplesmente porque Ele é o Cristo.  Quando fizermos isso, nos surpreenderemos com o que Ele pode fazer em nosso favor.

https://www.revistaadventista.com.br/marcos-benedicto/destaques/o-dedo-de-deus/ . https://irnovajerusalem.org/2015/01/sinal-ou-milagre-existe-alguma-diferenca/ ; https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2014/02/significado-sinais-milagres-evangelho-joao.html ;

As perdas do caminho

Fiquei profundamente marcado por uma palestra proferida há alguns anos pelo Dr. Ivan Izquierdo. Alguém perguntou ao professor, ele que era doutor em memória, por que os velhos lembram com mais nitidez dos acontecimentos remotos e esquecem os recentes. Ou seja, por que esquecem onde colocaram as chaves, mas lembram de algo ocorrido na infância cinquenta anos atrás.

O professor disse que a ciência não tem explicação para isso, mas arriscou numa suposição: “as pessoas recordam com mais pormenores do tempo em que foram mais felizes”.

Na medida em que vamos passando por aqui, vamos acumulando perdas, quanto mais velho, maiores são as perdas do caminho. Sentimos a perda das pessoas que se foram, sentimos até mesmo pelos animais que não estão mais por aqui. Parece mesmo fazer sentido que as perdas vão fazendo com que até mesmo a nossa memória acabe abalada.

Têm muitos que não conseguem ser felizes porque não conseguem conviver com as perdas do caminho. Só que não podemos esquecer que o nosso desafio é o de Deus também. Jesus Cristo foi sincero e disse que teríamos dificuldades por aqui. Entretanto, Ele prometeu um novo mundo onde a morte e a dor não mais existirão, pois o ser humano será eterno.

Coloque a Cristo em primeiro lugar na sua vida, e não esqueça que nada foge aos desígnios divinos. Jesus Cristo promete uma vida onde não existirão mais as perdas do caminho. Essa esperança poderá fazer a diferença em nossas vidas.

Pare de preocupar-se e viva a vida!

Numa rotina de vida entre o trabalho e o lazer, o ser humano tem procurado viver intensamente. Cada vez mais, a praticidade do mundo moderno afasta as pessoas do divino e as aproxima do que antes era profano. O novo parar de preocupar-se e viver a vida, traz a ideia de que não existe nada além do que vemos, que conhecemos ou que podemos compreender.

O ser humano cada vez mais tenta libertar-se dos dogmas que as religiões trazem. Com isso, ele se considera mais autossuficiente. Ao retirar a condução de sua vida de um ser divino, as pessoas projetam em si mesmas o desígnio da sua existência.

Se alguma decisão será tomada, isso ocorrerá com base em seus sentimentos. Naquilo que pode ser medido, experimentado, ou provado. O sentimento atual é de que as amarras da religião escravizavam, tornando o ser humano refém de práticas e de vedações.

No entanto, a religiosidade não pode ser vista apenas pelo seu aspecto negativo, ou seja, do não. A releitura que deve ser feita diz respeito à razoabilidade, àquilo que a religião pode melhorar o crente. Assim, uma vez entendida a dependência humana do seu Criador, os motivos para uma vida de fé serão muito maiores do que aqueles que levariam a uma vida de descrença.

Porém, parar de preocupar-se e viver a vida de maneira intensa não resolverá tudo. Priorizar o momento atual em detrimento do futuro, dificilmente suprirá o vazio existencial. O homem sem fé passa a ficar refém de si mesmo. A partir do momento em que escolher viver sozinho, toda a pressão estará apenas sobre ele. O vivente precisará administrar não apenas as suas realizações, mas também aquilo que foge de seu poder.

A verdade é que, ainda que todas as condições materiais sejam alcançadas, nem por isso a vida será mais interessante. A prova é que o suicídio, embora presente em todas as camadas sociais, dentre os mais altos executivos é três vezes maior do que entre os trabalhadores da mais inferior posição social.

Parar de preocupar-se com Deus e viver a vida, não resolverá os problemas. Quanto mais nos tornamos céticos, menos próximos nos tornamos uns dos outros. Surgem, cada vez mais, as novas vítimas do individualismo, que pode levar a uma existência pautada pelo próprio umbigo, sem espaço para mais ninguém.

O erro disso é que Deus não pode ser visto como uma preocupação, deve ser entendido como fundamental para a mais completa realização humana. Por isso, a religião em pleno século XXI ainda encontra sentido. A fé não é destinada apenas a pessoas incultas. O fato de Deus, normalmente, não se utilizar de práticas sobrenaturais para ser reconhecido, não impede que Ele possa fazer a diferença em nossas vidas.

Estabelecer os parâmetros de uma religiosidade que efetivamente melhore a vida do crente e ajude-o a encontrar sentido para a sua vida, esse é o grande desafio da religião no nosso tempo.