Qual a tolerância devemos ter com aquilo que já pensamos e acreditamos? Nenhuma. E é justamente isso que tem definido a noção atual de “tolerância”: aceitação incondicional do que já concordamos — e cancelamento de tudo o que contraria nossa visão de mundo.
Vivemos um tempo paradoxal. Nunca se falou tanto em diversidade, mas nunca houve tão pouco espaço para ideias divergentes. Cada indivíduo se tornou o senhor absoluto da própria razão, como se o universo inteiro orbitasse em torno das suas certezas pessoais. Anthony Lewis, em Liberdade para as ideias que odiamos, revela que até mesmo os Estados Unidos — símbolo mundial da liberdade de expressão — enfrentam hoje uma luta pela liberdade ao pensamento contrário.
Voltaire, conhecido pelo ideal iluminista da liberdade intelectual, e que será lembrado por afirmar que: “Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de o dizeres”. No entanto, sua própria pátria, a França, figura entre os países com mecanismos mais severos de repressão à fala dissidente. Um sintoma claro da hipocrisia moderna: prega-se tolerância, mas apenas enquanto ninguém ousar discordar.
O Brasil, por sua vez, tem assistido à erosão da liberdade de expressão em ritmo acelerado. Quem questiona as ideias dos donos do poder, quem desafia a narrativa dominante, paga o preço da perseguição e do silenciamento. Tudo indica que a verdade está sendo empurrada para as margens — como se já não houvesse mais espaço para ela no debate público.
No entanto, para o cristianismo, a verdade jamais foi apenas uma opinião. Não é uma construção social, tampouco algo sujeito a revisões políticas. A verdade é uma pessoa. E tem nome: Jesus Cristo. É por isso que Ele declarou com tanta clareza: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Encontrar a verdade, portanto, não é apenas aderir a um discurso — é encontrar-se com Cristo e submeter-se à sua Palavra.
É por isso que quem prega essa verdade inevitavelmente entrará em confronto com o sistema. Se isso não ocorreu é porque não estamos tão empenhados com a verdade. A verdade cristã é ofensiva para um mundo que relativizou tudo. Mas o cristão não pode abrir mão dela. Porque, por mais que o mundo tente calar, “a verdade vos libertará” (João 8:32).
E se defender a verdade nos tornar alvos da intolerância — “maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”.
A religião cristã é composta por diferentes igrejas que podem se apresentar de maneiras distintas, levantando a questão sobre a existência de uma igreja verdadeira. Esta busca pode gerar muita angústia, já que nem sempre é fácil discernir entre o genuíno e o falso. Muitos acabam desistindo, permanecendo em igrejas que não refletem as verdades bíblicas, ou se rendendo ao secularismo e abandonando a fé. Portanto, como podemos diferenciar entre o verdadeiro e o falso?
Jesus Cristo enfatizou ser o caminho, a verdade e a vida, e se opôs à mentira. No entanto, desde o início do cristianismo, houve diferentes interpretações de sua mensagem, como evidenciado pelo grande número de cartas de orientação escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas.
A Bíblia tem sido considerada a palavra de Deus por milhares de anos. Se Deus existe, a Bíblia não pode deixar de ser Sua palavra, pois isso questionaria Sua justiça. Portanto, é claro que Deus existe e a Bíblia é Sua palavra, de modo que devemos buscar nela todas as respostas.
A questão é que a verdade não pode ser baseada na opinião individual ou de uma instituição religiosa. A bíblia deve permanecer como o único padrão claro e inalterável para os seguidores do cristianismo.
Por isso, uma igreja perde sua legitimidade ao se distanciar das escrituras sagradas. A ideia de uma igreja ter superioridade sobre a bíblia não é plausível. Nem mesmo Jesus Cristo jamais desconsiderou a bíblia. Ele reconheceu a verdade das escrituras que descreviam a vinda de um Messias e sempre enalteceu os textos da Torah como legítimos.
É mais sensato seguir o que está escrito na Bíblia do que seguir uma autoridade religiosa. Na Bíblia estão registrados os ensinamentos de Jesus e, em momento algum, foi autorizado uma igreja sobrepor-se às suas disposições. Quando alguém nega a importância das escrituras, busca promover seus próprios interesses.
A legitimidade de uma igreja vem de Jesus Cristo, que negou qualquer exclusivismo ao afirmar que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em seu nome, ele estaria presente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Além disso, é importante lembrar que os discípulos contaram a Jesus sobre alguém que estava agindo em seu nome, e ele respondeu que não deveriam impedi-lo. “Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”.
Mas, de acordo com a Bíblia Sagrada, uma igreja deixa de ser verdadeira quando se afasta dos ensinamentos de Jesus Cristo. Ele advertiu que nem todos que o chamam de Senhor herdarão o reino dos céus, mas apenas aqueles que fazem a vontade de seu Pai. Jesus também alertou sobre falsos profetas e falsos messias, instruindo a ser cautelosos com eles. Além disso, ele destacou que nem toda adoração é reconhecida por ele, especialmente quando baseada apenas em ensinamentos humanos.
A questão é que pensar de maneira diferente tem sido motivo para perseguições e intolerância. Engana-se quem pensa que isso está muito melhor. Algumas pessoas, preocupadas apenas com uma instituição religiosa em vez do Cristo que representam, podem perseguir para silenciar vozes dissidentes, evitando, repelindo e ignorando qualquer pensamento que não esteja de acordo com o oficial.
Por isso, cada crente deve buscar todas as respostas na bíblia sagrada. O mesmo poder que preservou a Bíblia através dos séculos será capaz de responder as nossas dúvidas. Assim, a verdadeira igreja é aquela que fundamenta todas as suas crenças na bíblia sagrada. Acredite, não há anseio humano que não possa ser respondido pela Bíblia!
A sociedade tem sido impactada pelo aumento de casos de pais que matam seus filhos, e vice-versa, uma situação muito triste. A relação entre pais e filhos, baseada no amor e na união, costuma ser um pilar fundamental da família. Quando isso não acontece, ocorre um desequilíbrio insustentável.
Infelizmente, os laços familiares estão cada vez mais frágeis, o que pode enfraquecer toda a sociedade. Por essa razão, a instituição familiar está enfrentando desafios inigualáveis, estando sob um atroz ataque.
É verdade que os valores mudam com o passar do tempo, mas a família, estabelecida por Deus desde a criação do mundo, é imutável. No Brasil, por incrível que pareça, até 2005 o adultério era considerado um crime, embora há décadas ninguém mais fosse preso por ser infiel. Os valores foram se relativizando, mas o fato é que o adultério continua nos dez mandamentos. Então, do ponto de vista religioso, adulterar continua sendo pecado.
O adultério não está no decálogo porque Deus queria apenas preservar a pureza das relações sexuais, mas sim para proteger a instituição da família. Essa foi a verdadeira razão por trás da proibição do adultério nos 10 mandamentos dados pelo Criador.
Não apenas a família foi criada no início do mundo, mas o próprio casamento de Adão e Eva foi realizado por Deus. No entanto, o plano maligno de tentar destruir a primeira família foi evidenciado quando corrompeu Adão e Eva. Acabar com a família, uma instituição estabelecida no paraíso em um ambiente perfeito, tem sido uma das estratégias mais visíveis do mal em nossos dias.
A escritora White afirma que os ataques à família serão intensificados no fim dos tempos. “Foi-me apresentada a condição de degeneração atual da família humana. Cada geração se tem vindo enfraquecendo mais, e a humanidade é afligida por toda forma de enfermidade. Milhares de pobres mortais de corpo deformado, doentio, nervos em frangalhos e mente sombria, vão arrastando uma existência miserável. Cresce o poder de Satanás sobre a família humana. Não viesse em breve o Senhor e destruísse o seu poder, e não tardaria que a Terra estivesse despovoada“.https://cdn.centrowhite.org.br/home/uploads/2022/11/Testemunhos-para-a-Igreja-1.pdf
Hoje está claro que muitas das dificuldades da nossa sociedade tiveram início com a deterioração da família. Ellen White foi precisa em sua previsão. Atualmente, essas afirmações parecem óbvias, mas foram escritas há cento e cinquenta anos.
O sexo cada vez mais é visto como uma forma principal de entretenimento, levando a níveis extremos de sensualidade que parecem estar piorando. Isso tem levado a relações promíscuas que prejudicam as famílias, deixando muitos adultos emocionalmente fragilizados, e tornando os relacionamentos frágeis em um mundo que valoriza relações passageiras.
Jesus Cristo valorizava a família e ele ter seguido os passos profissionais de seu pai de criação, José, mostra o quanto o amava. Isso demonstra a influência significativa de José sobre Jesus e o quanto ele era um exemplo de pai. Embora saibamos pouco sobre José, o amor de Jesus por ele é evidente pelos frutos que produziu.
Jesus também amava muito sua mãe, tal como descrito nos evangelhos. Mesmo depois da morte de José, Jesus se preocupou com Maria até seus últimos minutos de vida. Maria sempre apoiou e incentivou Jesus, marcando presença desde o primeiro milagre até a ressurreição.
Os irmãos de Jesus foram seus importantes seguidores e alguns morreram como mártires, assim como seu irmão e mestre. É difícil descrever o amor que demonstravam uns pelos outros. Mesmo sendo todos uma família pobre em um subúrbio insignificante da Judeia, o amor deles transformou o mundo.
Podemos ver na parábola do filho pródigo, como Jesus enxerga a família. Ele contou a história de um pai que acolheu o filho arrependido, mesmo após o rapaz haver desperdiçado todos os bens. Jesus ensinou o exemplo de perdão e amor entre pai e filho. Muitos pais teriam recusado o filho, mas o pai da história surpreende ao aceitá-lo com amor e perdão https://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_15_11-32/.
Vivemos tempos em que o amor está esfriando, conforme profetizado ma Bíblia sobre o fim dos tempos. As famílias já não vivem em harmonia, e isso traz muito sofrimento. Lucas 12:53 descreve um cenário do fim dos tempos: “Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, nora contra sogra.“
Não sabemos até que ponto os ataques à família irão, não há como prever até onde chegaremos. Precisamos saber duas coisas: que isso é obra do mal para desafiar a Deus, e que a a intensidade da falta de amor indica que estamos no tempo do fim. A única saída é olharmos para Jesus e pedir que Ele habite no nosso lar.
Muitos milagres de Jesus Cristo foram presenciados por fariseus e escribas, mesmo assim, eles não abriam nenhuma possibilidade dele ser o messias. É claro que preferiam não acreditar, mas, como eles próprios eram testemunhas do que estava acontecendo, atribuíram tudo o que viam a Belzebu, tido como maioral dos demônioshttps://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_11_15/. Ora, Jesus não poderia mesmo ser reconhecido como Cristo, pois Ele não era um dos líderes religiosos oficiais do seu tempo.
No entanto, deram uma oportunidade para que Jesus pudesse revelar-se a eles, então pediram um sinal do céu. A resposta de Jesus foi de que nenhum sinal lhes seria dado a não ser o mesmo sinal de Jonas https://www.biblegateway.com/passage/?search=Jonas%203&version=ARC, que foi um profeta que levou apenas a palavra de Deus. Pedir um sinal para Jesus é muito diferente de pedir um milagre, pois o sinal serve apenas para a nossa arrogância, já o pedido de um milagre é acompanhado de fé e humildade.
Jesus também recebeu o pedido de um sinal pela multidão, queriam que Ele descesse da cruz, somente assim o reconheceriam como o salvador (Mateus 27;39). Pediam ao salvador que salvasse a si mesmo. “Se és mesmo o filho de Deus, desce da cruz que creremos em ti”. Porém, Jesus suportou os escarnecedores e nada fez em seu próprio favor.
Muitos hoje continuam pedindo um sinal para Jesus, pois só assim o reconhecerão como Salvador. Outros ao verem o que Ele já fez, continuam atribuindo as bênçãos ao acaso, à própria sorte, ou aos seus méritos pessoais. Devemos aprender a crer de maneira desinteressada em Jesus, simplesmente porque Ele é o Cristo. Quando fizermos isso, nos surpreenderemos com o que Ele pode fazer em nosso favor.
Será que em algum momento da história, o cristianismo terá novamente a força vivida no pentecostes? Será que teremos novamente o poder de cristãos que se entregaram aos leões, mas não cederam aos romanos?
Um despertar religioso seria mesmo estrondosamente impactante neste momento da história. Aquilo que, em condições normais, poderia levar muito mais tempo, seria acelerado. Quando os crentes perceberem que as estruturas da fé foram silenciosamente minadas, que não falta mais nada acontecer, poderá haver o estopim.
Presentes todos os fatores do tempo do fim previstos pela Bíblia Sagrada, ninguém precisa ter dúvida, o reavivamento religioso será acompanhado de uma intolerância religiosa mais ostensiva. Por isso, quando os cristãos acordarem, poderemos ter um movimento de oposição como nunca antes visto.
No entanto, falar em perseguição religiosa, pode ser contraditório, ainda mais num momento em que existe todo um discurso contra qualquer discriminação. Contudo, um olhar atento fará perceber, até com relativa facilidade, que não existe nenhuma empolgação na defesa da não-discriminação religiosa. Hoje, a liberdade para que as pessoas possam expor as suas ideias, já é muito menor do que no passado recente. E essa será a maior surpresa para os cristãos, pois o seu inimigo é muito ardiloso.
Ao longo da história do protestantismo foram notados alguns períodos de despertamento religioso. O primeiro grande reavivamento, foi protagonizado por Jonathan Edwards (1703-1758) e George Whitefield. Este último, amigo de John Wesley, saiu da Europa para pregar nos Estados Unidos. A história registra que em 1738 ocorreram dias de um grande despertamento religioso.
O segundo grande despertar, foi um movimento iniciado por William Miller, que acreditava que Jesus Cristo voltaria em 1844. Obviamente, hoje sabemos que Jesus não voltou, mas toda a América do Norte foi grandemente impactada pelo reavivamento religioso.
Segundo Richard Schwarz, a marca daquele grupo foi um ministério leigo, sem o pertencimento a nenhuma igreja dentre as existentes. Cada crente passou a estabelecer uma conexão pessoal com Deus, focando apenas na volta de Jesus. Isso também vale para o primeiro reavivamento, que era leigo e não pertencente a nenhuma denominação religiosa.
Assim, ao analisarmos os últimos dois grandes reavivamentos espirituais, podemos conjecturar, respaldados pela história, que um despertar religioso encontra natural oposição no seio da própria comunidade cristã. Mas, algumas pessoas precisaram tomar a frente, pois disso resultou um grande impacto em todo o meio evangélico-protestante.
O Terceiro e Último Reavivamento
O Instituto Pew Research, em uma pesquisa sobre a fé na segunda vinda de Cristo, constatou que mais de 80% dos norte-americanos não acreditam que Jesus Cristo retornará à Terra até o ano de 2050. https://www.pewresearch.org/fact-tank/2010/07/14/jesus-christs-return-to-earth/ No Brasil, apesar de não termos a mesma pesquisa, acreditamos que o resultado não seria diferente.
Entretanto, no Terceiro e Último Grande Despertar Religioso, o ponto de coesão não parece que será qualquer fato político ou da natureza, mas sim, a fé de estar-se vivendo os acontecimentos finais.
Isso é o que dará coesão ao grupo que se levantará. No entanto, a dificuldade será saber quando um fato de grande repercussão não está no curso normal das coisas, mas sim, no contexto do fim propriamente dito. Porém, aqueles que estiverem conectados e vigilantes, saberão.
Neste mundo já tivemos pestes e pandemias que devastaram a população do planeta. Já foram verificadas manifestações da natureza como terremotos e tsunamis de proporções assombrosas. O homem viu eclodir guerras mundiais, e até mesmo campos de extermínio já foram instalados neste triste mundo. A moral da sociedade mudou de forma radical, em especial, após a revolução sexual de Woodstock. A ciência alcançou patamares inimagináveis, o homem chegou à Lua, e radares já esquadrinharam o Universo em distâncias de milhões de anos-luz. No entanto, aparentemente, todos aqueles eventos possuíam um potencial apocalíptico, mas nenhum deles foi capaz de provocar qualquer despertamento dos cristãos.
Mas, se tudo que a humanidade já viu acontecer não foi suficiente para um despertar, pode parecer que nada levará os cristãos à conclusão de que é chegada a hora. Contudo, a grande surpresa ficará por conta de que o último grupo de cristãos resgatará a ênfase na pregação da volta de Jesus Cristo, ainda que sofram intensa pressão para pararem de pregar.
Porém, nada acontecerá até que o evangelho rompa a barreia da racionalidade. Parece que será necessário viver o escândalo da loucura descrito na bíblia. No limiar dos últimos acontecimentos, não haverá outro caminho, senão deixar o nosso natural racionalismo de lado. Mais do que nunca, precisamos de um movimento fervoroso, ou melhor, irritantemente fervoroso e coeso. Por isso, as estruturas do inferno serão abaladas.
A certeza de estarmos nos últimos dias deste mundo, dará força e significado a esse grupo que fará sua voz ser ouvida. A partir do século XXI ninguém mais precisa de diagnósticos, hoje o que o mundo cristão precisa é de cura, por isso, não precisamos de novos movimentos religiosos, além daqueles que já temos.
A verdade é que não estaremos nos eventos finais, enquanto a pregação da volta de Jesus não volte a ocupar o centro do cristianismo. No entanto, precisamos de um reavivamento ainda maior do que o visto nos anteriores despertamentos. Por isso, os religiosos agora devem estar preparados para este cenário de guerra que está posto, e nisso todos os crentes devem encontrar e fortalecer sua fé.
Os cristãos que acreditam que estamos nos últimos tempos, precisam unir-se nesta pregação. Ainda que isso possa parecer estranho, pois a marca do protestantismo sempre foi a desunião, mas Cristo pode ter reservado alguma união para o tempo do fim. Oremos.
Texto extraído do livro Olhai a Figueira – Um Panorama do Mundo Atual de Alexsandro Leopoldo
É claro que os cientistas possuem sua atividade alheia a qualquer discussão religiosa, e realmente, ciência e religião devem correr seus próprios caminhos. O problema é que muitos pretendem um embasamento para a sua descrença, por isso, usam a ciência para alegar que Deus não existe.
O grande avanço científico que vivenciamos hoje foi profetizado pela bíblia cerca de dois milênios e meio antes. Com uma precisão incrível, a Bíblia Sagrada descreveu o avanço geométrico da ciência no futuro. “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”.
Quando olhamos na história podemos perceber que a ciência teve um crescimento desproporcional nos últimos cento e cinquenta anos. Entretanto, é curioso que a bíblia não foi omissa quanto ao desenvolvimento científico, pois ela previu no futuro um grande desenvolvimento do saber humano.
A profecia não deixa de apresentar um grande paradoxo, pois o conhecimento científico faz com que o homem viva mais e com melhores condições de vida. No entanto, ainda assim, está associada ao tempo do fim. A verdade é que Deus nunca foi contra o desenvolvimento humano, apenas Ele sabia que a utilização das riquezas naturais do planeta de maneira egoísta, faria com que logo elas se esgotassem, causando uma irreversível degradação. Talvez, por isso, alertou que quando a ciência estivesse tremendamente desenvolvida, então viria o fim.
Agora, o mesmo livro que afirma a “fábula” de que Deus criou o mundo, possui, no mínimo, dois pontos de convergência com a ciência. O primeiro é que a bíblia dois milênios e meio antes previu um grande desenvolvimento científico no futuro. O segundo aspecto, é que aquele final dos tempos previsto pela bíblia, também passou a ser efusivamente pregado pela ciência, ainda que como um alerta para uma mudança de comportamento.
Em 2006, Al Gore, através do documentário “Uma verdade inconveniente”, com o apoio de toda a comunidade científica, evidenciou a preocupação com o futuro do planeta diante das mudanças climáticas. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos pregou que a temperatura do planeta terra estava aumentando em decorrência do aquecimento global e do efeito estufa. Por causa disso, sofreríamos grandes danos ambientais, como o derretimento das geleiras e diversas calamidades climáticas ao redor do planeta.
Ainda que o norte do trabalho de Gore fosse eminentemente científico, é inegável o tom apocalíptico das predições do ambientalista. E, de fato, as previsões feitas quase duas décadas atrás, cumpriram-se de maneira assombrosamente acertadas. A ciência tem diagnósticos precisos de que a degradação do planeta ocorre diretamente por causa da ação do homem. É claro que não é a ciência que está causando a degradação ambiental, mas sim o uso egoísta dos recursos naturais.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia, foi divulgado um relatório que prevê eventos traumáticos de extinção em massa, temperaturas cada vez mais altas, o aumento de surtos de doenças, o aumento do nível do mar e, por fim, o colapso total de diversos ecossistemas já nas próximas décadas. “A vida na Terra pode se recuperar de uma mudança drástica no clima, evoluindo para novas espécies e criando novos ecossistemas. Os humanos não podem.”, diz o documento.
Só que agora, a questão se coloca no sentido de que estamos vivendo um período apocalíptico, seja com base na bíblia ou na ciência. Por isso, ao confrontarmos o mundo ao nosso redor e o que foi escrito pela bíblia, passa a ser inegável que algo surpreendente pode acontecer, acreditamos que será a prometida volta de Jesus a este planeta.
Em 1947, em meio a uma corrida armamentista nuclear, foi criado por alguns cientistas o Doomsday Clock, o “relógio do fim do mundo”. A ideia era reforçar o quão perigoso para a humanidade pode ser uma guerra nuclear. Assim, os ponteiros do relógio movimentam-se de acordo com a conjuntura política mundial e a possibilidade de uma catástrofe nuclear.
A última movimentação dos ponteiros do relógio, que atualmente se encontra na Universidade de Chicago, ocorreu em 23 de janeiro de 2020, marcando que apenas 1 minuto e 40 segundos separam a raça humana da meia-noite.
É triste constatar que o ser humano tem investido bilhões de dólares em campanhas armamentistas, sendo que a quantidade de bombas nucleares nas mãos dos Estados Unidos e da Rússia é suficiente para várias vezes extinguir a vida no planeta Terra.
Agora, com a deterioração das relações entre os americanos e os russos, que juntos possuem 90% do arsenal nuclear do mundo, a humanidade passa a ter reais motivos para se preocupar.
Porém, a menos que Deus não exista ou que a bíblia não seja verdadeiramente a sua palavra, o mundo não será desolado por uma catástrofe nuclear, nem acidental e nem tampouco provocada. Ainda que algum líder mundial acione as bombas nucleares para acabar com a vida no planeta, elas simplesmente não detonarão.
Como podemos afirmar isso? Simples, é que o apocalipse diz que o fim se dará pela intervenção direta de Deus, que foi quem criou o mundo. O último evento final será a volta de Jesus Cristo a este planeta.
O fato novo é que agora quem alerta que o mundo está em perigo são os cientistas. O que temos não é nada mais do que a ação egoísta do homem e a sua separação do Criador. O resultado disso tem sido um mundo no caminho da sua própria destruição.
Infelizmente, a rota seguida até aqui não parece ter mais volta, por isso, daqui a menos de um minuto e quarenta segundos, Jesus Cristo irá retornar a este planeta. A intervenção predita na bíblia ocorrerá para que a justiça e a paz sejam definitivamente restauradas.
Milhões de pessoas já saíram de suas casas e foram até uma sala de cinema para assistir o mundo acabar. São incontáveis os filmes que abordaram o tema do fim do mundo. Invariavelmente, algo extraordinário e imprevisível massacra a humanidade. O mundo já acabou das formas mais inusitadas. Um asteroide que se choca com o planeta, um vírus invencível, terremotos, extraterrestres com os seus discos voadores, ataque de zumbis, enfim, tudo o que a imaginação humana pode alcançar.
Quase sempre há um estado de pânico geral até ocorrer a destruição do planeta. Já são incontáveis as vezes nas quais o planeta padeceu nas mãos de Hollywood. Mas, neste aspecto, sequer podemos culpar a indústria do cinema, pois o fim do mundo é um dos temas que mais instiga a humanidade. Então, o cinema apenas está reproduzindo o que os espectadores querem assistir. É que, realmente, nenhum tema é tão instigante quanto o fim do mundo.
Alguns filmes remetem diretamente ao apocalipse, mas nunca são autênticos ao que está escrito na bíblia. Reproduzir o que está na bíblia não pode, porque daí já seria pregação. Entretanto, se existe algo em comum entre o apocalipse bíblico e o cinema, é que o mundo acaba através de um evento inusitado que pega a todos de surpresa.
Porém, nada que a ficção seja capaz de produzir se compara ao que está relatado nas páginas da bíblia. Nenhuma ficção científica que venha a virar filme, nunca será tão incrível quanto o apocalipse da bíblia. Mas, então por que não pegam o que está na bíblia e não transformam em um autêntico filme? A resposta parece óbvia. É que vivemos em um mundo dominado pela mentira e pelo engano.
Agora, um paralelo entre a realidade e a ficção, está no fato de que a realidade supera a ficção. Imaginemos um filme no qual um grupo de terroristas planejassem um ataque contra os Estados Unidos da América. Daí, eles vão estudar naquele país, e lá até mesmo aprendem a pilotar avião. Então, um dia sequestram aviões cheios de passageiros para utilizá-los como mísseis. Não bastasse tudo isso, acertam o alvo de uma maneira tão efetiva, que as duas torres mais emblemáticas do mundo, caem sob o olhar de milhões de pessoas.
Caso aquele filme houvesse estrelado antes de 2001, muitos diriam que Hollywood exagerara na ficção. É que o mundo ainda não está preparado para o que em breve irá acontecer. Na verdade, parece que, infelizmente, nunca estará preparado. Por isso, nenhum filme poderá retratar o que realmente acontecerá quando o apocalipse bíblico acontecer.
João em Patmos
Entretanto, pode ser extremamente fácil perceber que nenhuma mente humana teria sido capaz de projetar dois mil anos atrás, o enredo do apocalipse bíblico. É claro que isso intriga até mesmo os mais incrédulos. O apóstolo João, isolado na ilha grega de Patmos, com certeza não teria condições intelectuais de criar todo o apocalipse como fruto de sua imaginação. Infelizmente, não percebemos a verdade porque a vaidade humana impede, quando ela cair, tudo parecerá óbvio!
O incrível é que o roteiro deste filme já foi escrito, e todo ele está registrado nas páginas da bíblia. Daremos um spoiler para dizer que o final é feliz. Tudo termina com a volta de Jesus Cristo vencendo o mal e salvando a todos os seus filhos que haviam sido sequestrados pelo inimigo.