A Jornada sem GPS

Eu sei que muitos já fizeram associações entre o GPS e a condução de Deus. Mas, depois de uma viagem bem complicada, isso me veio à mente. 

Porque a vida, às vezes, parece mesmo uma viagem longa, por estradas desconhecidas, cheia de desvios inesperados e caminhos difíceis. E é justamente por isso que esse tema continua sendo tão apropriado, se você não sabe o caminho, precisa confiar em Quem guia.

Cada vez mais se torna impensável viajar sem GPS. Mas até pouco atrás não dispúnhamos da Internet. Crer em Deus pode também ser como sair para uma viagem sem GPS. Você não vê o trajeto completo. Não sabe quanto tempo falta, nem entende por que tantas curvas tão apertadas, tantos trechos esburacados, tanta neblina no meio da estrada.

Às vezes, parece que o destino está cada vez mais longe. Ou pior: parece que você está perdido. Mas é aí que a fé entra. Ela pode não te dar o mapa. Ela te dá a coragem de continuar.

A fé não elimina os desvios, mas transforma até o erro de rota em milagre. Ela não impede os pneus de furarem, nem as placas de sumirem, mas te faz lembrar que quem está no volante é Deus.

E Deus…. Ele não precisa de Waze. Jesus Cristo não erra o caminho, não perde o sinal, não se confunde na entrada. Na verdade, Ele é o caminho. O caminho, a verdade e a vida.

Quando Ele conduz, a estrada pode ser longa, mas não é em vão. Pode ser dura, mas não é sem propósito. Pode ser escura, mas nunca sem direção.

Você pode não ter um GPS. Mas tem o Guia. E com Ele, até o que parecia atraso se revela livramento. Até o que parecia fim… vira recomeço.

Essa é a jornada da fé. Não é sobre ter controle. É sobre ter confiança. Então, siga. Mesmo sem ver o destino final, confie em Deus porque no fim de tudo terá valido à pena confiar.

Um Mundo mais Intolerante

Qual a tolerância devemos ter com aquilo que já pensamos e acreditamos? Nenhuma. E é justamente isso que tem definido a noção atual de “tolerância”: aceitação incondicional do que já concordamos — e cancelamento de tudo o que contraria nossa visão de mundo.

Vivemos um tempo paradoxal. Nunca se falou tanto em diversidade, mas nunca houve tão pouco espaço para ideias divergentes. Cada indivíduo se tornou o senhor absoluto da própria razão, como se o universo inteiro orbitasse em torno das suas certezas pessoais. Anthony Lewis, em Liberdade para as ideias que odiamos, revela que até mesmo os Estados Unidos — símbolo mundial da liberdade de expressão — enfrentam hoje uma luta pela liberdade ao pensamento contrário.

Voltaire, conhecido pelo ideal iluminista da liberdade intelectual, e que será lembrado por afirmar que: “Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de o dizeres”. No entanto, sua própria pátria, a França, figura entre os países com mecanismos mais severos de repressão à fala dissidente. Um sintoma claro da hipocrisia moderna: prega-se tolerância, mas apenas enquanto ninguém ousar discordar.

O Brasil, por sua vez, tem assistido à erosão da liberdade de expressão em ritmo acelerado. Quem questiona as ideias dos donos do poder, quem desafia a narrativa dominante, paga o preço da perseguição e do silenciamento. Tudo indica que a verdade está sendo empurrada para as margens — como se já não houvesse mais espaço para ela no debate público.

No entanto, para o cristianismo, a verdade jamais foi apenas uma opinião. Não é uma construção social, tampouco algo sujeito a revisões políticas. A verdade é uma pessoa. E tem nome: Jesus Cristo. É por isso que Ele declarou com tanta clareza: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Encontrar a verdade, portanto, não é apenas aderir a um discurso — é encontrar-se com Cristo e submeter-se à sua Palavra.

É por isso que quem prega essa verdade inevitavelmente entrará em confronto com o sistema. Se isso não ocorreu é porque não estamos tão empenhados com a verdade. A verdade cristã é ofensiva para um mundo que relativizou tudo. Mas o cristão não pode abrir mão dela. Porque, por mais que o mundo tente calar, “a verdade vos libertará” (João 8:32).

E se defender a verdade nos tornar alvos da intolerância — “maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”.

Por Alexsandro Leopoldo

Jesus quer libertar sua mente

Jesus veio para libertar. Sim, libertar do pecado. Libertar da condenação. Mas também libertar do medo, da culpa, do passado. Libertar você de um lugar que ninguém vê: a prisão que existe dentro da sua cabeça. Tem gente que vive com um peso insuportável no pensamento. Gente que vive aprisionada por mentiras que aprendeu a vida inteira. Mentiras sobre Deus. Sobre si mesma. Sobre o que é ser aceito, amado, digno.

Jesus não veio apenas garantir o céu. Ele veio romper cadeias mentais, curar traumas, derrubar fortalezas invisíveis, restaurar você de dentro pra fora — a começar pela mente. Porque salvação não é só levantar a mão. É renovar a mente. Quantos já saíram do mundo, mas o mundo nunca saiu de dentro deles? Quantos seguem a Cristo com os pés, mas continuam guiados por vozes do passado, feridas não curadas, doutrinas do medo? Jesus quer mais. Ele quer libertar sua consciência. Quer te ver pensando com liberdade. Crendo com profundidade. Vivendo com propósito.

Nos anos 50, Nicky Cruz era líder de uma das gangues mais temidas de Nova York. Violento. Ferido. Mergulhado em ódio e dor. Até conhecer o pastor David Wilkerson. Wilkerson ousou chegar perto. Olhou nos olhos de Nicky e disse: “Jesus te ama, Nicky.” E Nicky cuspiu. Xingou. Ameaçou. Porque era mais fácil odiar do que confiar. Mais fácil bater do que receber carinho. Mais fácil viver preso à dor do que permitir a cura. Mas aquelas palavras começaram a romper as muralhas da mente. E quando Jesus entrou, não apenas perdoou. Transformou. Nicky não virou só um evangélico. Virou um homem livre. Hoje, ele percorre o mundo pregando a liberdade que só Jesus oferece — uma liberdade que não começa nas mãos, mas na mente.

Jesus quer que você acorde. Que você pense. Questione. Sinta. Entenda. Viva. Ele não quer você domesticado. Ele quer você livre. “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Romanos 12:2)

Jesus não veio só te livrar do mal. Ele veio te salvar de você mesmo. Da voz que diz que você nunca é suficiente. Do medo que te faz se esconder até de Deus. Da culpa que a cruz já apagou, mas que você ainda carrega como se fosse sua. Você pode ter a alma salva e ainda viver num cativeiro emocional, espiritual e mental. Por isso, ouça com o coração aberto: Jesus quer libertar sua mente. Quer restaurar sua consciência. Quer devolver o controle da sua vida. Quer ver você de pé. Lúcido. Livre. Inteiro.

Jesus não dava esmolas

A cena se repete nos evangelhos: um cego à beira do caminho, um paralítico estendido junto ao tanque, um homem coberto de trapos clamando por socorro. Em todos esses episódios, Jesus se aproxima, toca, cura — e transforma. Mas o que de fato estava em jogo quando Ele tirava alguém da mendicância? Seria Jesus contra o ato de pedir esmolas?

A resposta exige mais do que um “sim” ou “não”. Jesus não repreendia os que estendiam a mão por necessidade — Ele repreendia o mundo que os fazia estender a mão.

Basta lembrar de Bartimeu, o cego de Jericó. Ele estava sentado à beira do caminho, fazendo o que muitos em sua situação faziam: pedia esmolas. Era a única forma de sobreviver num sistema que o tinha descartado. Quando ouviu dizer que Jesus estava passando, Bartimeu não pediu moedas — ele gritou por misericórdia: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!”

Enquanto a multidão mandava que se calasse, Jesus parou. Sim, Ele parou. Porque para Jesus, um grito de socorro nunca é ruído — é chamado. E ao se aproximar, Jesus não colocou uma moeda na mão do cego. Colocou luz em seus olhos. Perguntou: “Que queres que Eu te faça?” — e Bartimeu respondeu: “Que eu torne a ver.”

Jesus o curou. Mas fez mais que isso: deu-lhe a chance de voltar a caminhar, de viver sem depender da compaixão alheia, de ser mais do que um pedinte à margem da estrada. Jesus devolveu-lhe não apenas a visão, mas a dignidade.

Esse é o ponto. Jesus nunca foi contra o pobre — mas sempre foi contra a pobreza imposta. Ele não era contra a esmola como gesto de compaixão — era contra a sociedade que empurra pessoas para viver de migalhas. Seus milagres não eram apenas curas: eram sinais do Reino de Deus, onde ninguém é deixado para trás.

Dar esmola pode aliviar. Mas levantar alguém do chão é libertar. E entre aliviar e libertar, Jesus escolheu o segundo. Porque a Sua missão não era apenas curar o corpo, mas restaurar o ser humano por inteiro: corpo, alma, e dignidade.

Bartimeu seguiu Jesus pelo caminho. Não mais como pedinte, mas como alguém que teve a sua vida transformada. E esse é o verdadeiro milagre: transformar uma vida sem esperança, dando sentido à existência.

Se quisermos seguir os passos de Cristo, precisamos dar mais do que moedas — precisamos parar, ouvir, tocar e levantar. Porque o que cura não é a esmola. É o encontro com Jesus.

O maior Cético

David Hume, filósofo escocês do século XVIII, talvez possa ser considerado o maior cético de todos os tempos. Duvidou de Deus e influenciou pessoas, projetando suas ideias pelos séculos seguintes. Defendia que o verdadeiro milagre é a irracionalidade de quem acredita em histórias ridículas.

Hume questionou todos os milagres de Jesus, afirmando que acreditar neles faz com que pessoas inteligentes ignorem a razão e o bom senso. Para Hume, não existe justificativa para os milagres bíblicos, tampouco há como debater este assunto de forma séria.

Mas não para por aí. O ceticismo extremo de Hume o levou a desconfiar de tudo e de todos. O que realmente existe? O que é apenas fruto da minha imaginação? Esse ceticismo cria dúvidas sobre tudo e todos, e, se for muito intenso, pode fazer com que a pessoa se torne fria, indiferente e, por fim, triste.

Agora, desde as ideias expressas por Hume, agora, naturalmente, somos céticos. É que é muito mais fácil ser cético do que acreditar. Se no passado era natural crer, agora invertemos esse processo e as pessoas em condições normais não exercem mais nenhuma fé. Mesmo aqueles que afirmam acreditar em Deus, na verdade, possuem um distanciamento muito grande entre o que dizem e o que praticam, provando que não passam de crentes de fachada.

Transformar a água em vinho, caminhar sobre as águas, apenas cinco pães e dois peixinhos alimentar uma multidão, mortos ressuscitarem. Mas para aí, ter nascido de uma virgem, ser o filho de Deus, poder salvar a humanidade, aquele nazareno que foi crucificado numa cruz está vivo e nos céus, dá para entender a posição de Hume e de seus milhões de companheiros.

Para um cético, a existência de Jesus e seus milagres não pode ser verdadeira. As histórias da bíblia são vistas como interpretações erradas ou maliciosas. A verdade é que muitos ateus até gostariam de acreditar, mas não conseguem porque sua razão não permite.

Hoje, até mesmo entre os teólogos, existem muitos que aceitam Jesus, mas sem os seus milagres, sempre buscando por justificativas lógicas. A questão é que a palavra de Deus é considerada loucura para os que se perdem. Jesus diz que destruirá os inteligentes com sua inteligência. Infelizmente, a arrogância intelectual cega os indivíduos, impedindo-os de enxergar o óbvio. https://www.bible.com/pt/bible/compare/1CO.1.18-20,26-28

A Bíblia diz: “Não fiquem tristes como aqueles que não possuem esperança“. https://www.bibliaonline.com.br/acf/1ts/4A esperança do cristão vem da fé em Jesus Cristo. Diferentemente de Hume, ao olhar para os milagres de Jesus a nossa fé é fortalecida. O que motivou Jesus a agir foi o seu amor imensurável pela raça humana. Quando não acreditamos nos milagres, não acreditamos no amor.

Por Alexsandro Leopoldo

A Sedução das Propostas Tentadoras

Na década de 90, uma tribo indígena do noroeste do Rio Grande do Sul entendeu que se um índio fosse seu advogado, os seus interesses estariam melhor defendidos. Acabou que diversas tribos se cotizaram para pagar a faculdade do primeiro índio daquela região a cursar direito. Isso chegou a virar matéria das páginas amarelas da Revista Veja.

Assim, escolheram a menina índia que tinha as melhores notas. Só que aquela jovem também se destacou na faculdade, onde obteve as melhores notas dentre todos as alunos. Quando estava se formando, recebeu uma proposta de uma grande banca de advocacia de São Paulo para defender multinacionais. O inusitado foi que ela, negando suas raízes, aceitou aquele convite.

A maior parte das pessoas teria feito exatamente o que aquela jovem fez. Quando recebem uma proposta tentadora, esquecem suas origens, seus valores e o porquê foram colocados onde estão. Não estamos aqui por acaso, cada um de nós possui uma missão. O inimigo é sedutor e sabe como ter mais chances de cooptar a cada um de nós. Infelizmente, muitos são fieis apenas porque não receberam uma alta proposta.

A maioria das pessoas sucumbe a propostas tentadoras, abandonando suas origens e valores. Cada um de nós tem uma missão e não devemos nos vender ao inimigo, que é sedutor. Deus confia em nós como Seus filhos, e essa confiança não deve ser esquecida.

O Controle

Max Weber afirmou que as religiões são mais sistemas de regulação do comportamento do que sistemas de crenças. Ou seja, para ele, religiões existem apenas para controlar a vida das pessoas. Desde a época do escritor alemão, o processo de secularização tem ganhado força, chegando ao seu ápice nos dias atuais.

Os números bem mostram que nunca tivemos tanto secularismo quanto temos hoje. As pessoas cada vez mais estão distantes da religião. Muitos abandonaram suas igrejas por verem nelas apenas uma forma de controle. Até recentemente, encontrávamos igrejas com mais facilidade. Mesmo no Brasil, um dos países mais religiosos do mundo, agora, existem bairros inteiros sem igrejas.

Só que o paradoxo é que nunca, nunca, o ser humano foi tão controlado quanto em nossos dias.

As pessoas não querem que a religião controle suas vidas, mas estamos caminhando para uma ausência total de privacidade, o que pode resultar em falta de liberdade se nossas informações não forem bem utilizadas.

O sinal do celular revela a localização da pessoa 24 horas por dia, mesmo quando desligado. Muitos crimes são solucionados através desse sinal. Não é demais dizer que os automóveis já possuem sistema de rastreamento instalado pela própria fábrica, o que também pode ser feito por aplicativos.

Se você pagar com cartão de crédito ou débito, será possível rastrear suas compras, o que comprou, onde você e como pagou, se a vista ou parcelado. Alguns estabelecimentos até exigem o registro do CPF do cliente como condição para a compra. A Receita Federal tem um diagnóstico detalhado das nossas vidas, com todas as informações financeiras centralizadas e controladas.

A Netflix já cria perfis baseados nos nossos interesses. Mas o controle não se limita a isso. Os algoritmos estão programados para aumentar sua relevância no mercado de consumo. Por exemplo, quando procuramos por carros no YouTube e depois acessamos o Instagram, o que encontramos? Anúncios de automóveis à venda!

Nas redes sociais, alimentamos o controle dos outros sobre nossas vidas ao mostrar como estamos bem, talvez queimando dinheiro em viagens, o que gera pressão para mantermos o status de felicidade, que pode muito bem ser apenas aparente. Não somos, absolutamente, contra as mídias sociais, apenas defendemos que elas devem coexistir com a religião e a fé. Isso pode parecer óbvio, mas, acredite, precisa ser dito.

Porém, nossa vida está sendo totalmente controlada em aspectos inimagináveis.

Algumas empresas nos Estados Unidos estão começando a perguntar para candidatos em entrevistas de emprego qual é a sua nota de avaliação no Uber. Assim, conseguem traçar um perfil da personalidade com base no comportamento durante as viagens ao longo do tempo.

Não vai demorar muito para nós perguntarmos ao algoritmo quem somos, será mais fácil perguntar, já que ele sabe tudo sobre nós.

O homem abandonou a religião, mas está mais controlado do que nunca. O que acontecerá com tanta informação sobre cada pessoa no futuro ainda é uma incógnita, mas o cenário pode ser assustador. É possível que os gostos, tendências e prioridades das pessoas sejam facilmente alterados para atender aos interesses dominantes.

Se tudo for usado para limitar a liberdade das pessoas ou direcioná-las para fazer o que quem está no controle deseja, teremos poucas chances de nos defendermos.

Jesus Cristo sempre ensinou que as pessoas deveriam ser verdadeiramente livres. Quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais livres seremos. A verdadeira religião é focada no bem do homem, buscando a sua felicidade plena. Nem tudo que é possível ao ser humano fará bem, por isso, a bíblia muitas vezes diz não. Porém, a qualquer momento o crente pode deixar dar homenagem a Deus, deixando de seguir suas orientações. Só que o Grande Controle surgido em nossos dias, não traz essa opção.

Será que é invasivo ou controlador dizer que não pode roubar, que não pode adulterar? Que temos de fazer o bem, e por aí vai? A religião e suas igrejas existem não para controlar o ser humano, mas para não deixá-lo andar sozinho. Oremos pelo futuro da humanidade!

Por profalexleopoldo@gmail.com

Da água para o vinho

O primeiro milagre de Jesus aconteceu em uma festa de casamento. Jesus, que estava dentre os convidados, de uma maneira incrível, transformou água em vinho. O milagre, contado apenas no evangelho de João, marca a sua primeira manifestação sobrenatural. A partir daquele momento, Jesus oficialmente começou o seu ministério terreno, que duraria três anos e meio para cumprir a profecia.

É difícil saber o que aconteceu, se faltou previsão dos noivos, se compareceram mais convidados do que o esperado ou, talvez, se tenham bebido além da conta. Não há como negar que os anfitriões cometeram um grande erro. Tal fato, com certeza, seria razão suficiente para arruinar a reputação dos noivos e de suas famílias.

Quem nunca errou em suas previsões que atire a primeira pedra. Muitas vezes pensamos que podemos dar conta, mas quando o problema aparece ele é grande demais e não conseguimos ver uma saída. Nada poderia aquele jovem casal fazer diante de odres vazios e convidados sedentos.

A questão é por que Jesus resolveu fazer ali o seu primeiro milagre? A resposta pode ser muito simples. É que Ele fora convidado para aquela festa! Quando Jesus é convidado, Ele é parte integrante, o sucesso daquela festa seria o sucesso Dele também. Mesmo após um grande erro dos noivos, se Jesus está presente Ele conserta as coisas.

Os judeus costumavam oferecer o melhor vinho para mostrar prestígio. Nessa festa, porém, a bíblia conta que o melhor vinho foi servido por último, o que chegou a surpreender a todos. Aquele foi o melhor vinho que já existiu, ainda que não seja razoável pensar que possuía teor alcoólico de 13% em média, tal como hoje. Naquele vinho sequer foi acrescentado álcool, mas essa discussão sobre o teor alcoólico pode ofuscar a grandeza do milagre.

No ano de 2018, em um leilão em Nova York, apenas uma garrafa do vinho Romanée-Conti da safra de 1945, foi arrematada por 558 mil dólares (3 milhões de reais), o maior valor já pago. Porém, nem mesmo uma garrafa do melhor vinho já produzido em todos os tempos, sequer se aproxima daquele no qual aquela água foi transformada.  

Jesus pode nos transformar no melhor que podemos ser, basta convidá-lo para nos acompanhar. O milagre da transformação continua sendo realizado hoje dia, basta aceitá-lo que passaremos da água contaminada para o mais puro vinho. Se o convidarmos para estar ao nosso lado, nunca dará errado, pois Ele nunca abandona quem o convida para estar junto.

profalexleopoldo@gmail.com

https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/2

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/conheca-o-vinho-mais-caro-do-mundo-que-custa-r-2-milhoes,fc966368a0d52104f0941f12409ab572emqgdeoe.html?utm_source=clipboard

A ansiosa busca pela Igreja verdadeira

A religião cristã é composta por diferentes igrejas que podem se apresentar de maneiras distintas, levantando a questão sobre a existência de uma igreja verdadeira. Esta busca pode gerar muita angústia, já que nem sempre é fácil discernir entre o genuíno e o falso. Muitos acabam desistindo, permanecendo em igrejas que não refletem as verdades bíblicas, ou se rendendo ao secularismo e abandonando a fé. Portanto, como podemos diferenciar entre o verdadeiro e o falso?

Jesus Cristo enfatizou ser o caminho, a verdade e a vida, e se opôs à mentira. No entanto, desde o início do cristianismo, houve diferentes interpretações de sua mensagem, como evidenciado pelo grande número de cartas de orientação escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas.

A Bíblia tem sido considerada a palavra de Deus por milhares de anos. Se Deus existe, a Bíblia não pode deixar de ser Sua palavra, pois isso questionaria Sua justiça. Portanto, é claro que Deus existe e a Bíblia é Sua palavra, de modo que devemos buscar nela todas as respostas.

A questão é que a verdade não pode ser baseada na opinião individual ou de uma instituição religiosa. A bíblia deve permanecer como o único padrão claro e inalterável para os seguidores do cristianismo.

Por isso, uma igreja perde sua legitimidade ao se distanciar das escrituras sagradas. A ideia de uma igreja ter superioridade sobre a bíblia não é plausível. Nem mesmo Jesus Cristo jamais desconsiderou a bíblia. Ele reconheceu a verdade das escrituras que descreviam a vinda de um Messias e sempre enalteceu os textos da Torah como legítimos.

É mais sensato seguir o que está escrito na Bíblia do que seguir uma autoridade religiosa. Na Bíblia estão registrados os ensinamentos de Jesus e, em momento algum, foi autorizado uma igreja sobrepor-se às suas disposições. Quando alguém nega a importância das escrituras, busca promover seus próprios interesses.

A legitimidade de uma igreja vem de Jesus Cristo, que negou qualquer exclusivismo ao afirmar que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em seu nome, ele estaria presente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Além disso, é importante lembrar que os discípulos contaram a Jesus sobre alguém que estava agindo em seu nome, e ele respondeu que não deveriam impedi-lo. “Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”.

Mas, de acordo com a Bíblia Sagrada, uma igreja deixa de ser verdadeira quando se afasta dos ensinamentos de Jesus Cristo. Ele advertiu que nem todos que o chamam de Senhor herdarão o reino dos céus, mas apenas aqueles que fazem a vontade de seu Pai. Jesus também alertou sobre falsos profetas e falsos messias, instruindo a ser cautelosos com eles. Além disso, ele destacou que nem toda adoração é reconhecida por ele, especialmente quando baseada apenas em ensinamentos humanos.

A questão é que pensar de maneira diferente tem sido motivo para perseguições e intolerância. Engana-se quem pensa que isso está muito melhor. Algumas pessoas, preocupadas apenas com uma instituição religiosa em vez do Cristo que representam, podem perseguir para silenciar vozes dissidentes, evitando, repelindo e ignorando qualquer pensamento que não esteja de acordo com o oficial.

Por isso, cada crente deve buscar todas as respostas na bíblia sagrada. O mesmo poder que preservou a Bíblia através dos séculos será capaz de responder as nossas dúvidas. Assim, a verdadeira igreja é aquela que fundamenta todas as suas crenças na bíblia sagrada. Acredite, não há anseio humano que não possa ser respondido pela Bíblia!

profalexleopoldo@gmail.com

A Família Sob Ataque

A sociedade tem sido impactada pelo aumento de casos de pais que matam seus filhos, e vice-versa, uma situação muito triste. A relação entre pais e filhos, baseada no amor e na união, costuma ser um pilar fundamental da família. Quando isso não acontece, ocorre um desequilíbrio insustentável.

Infelizmente, os laços familiares estão cada vez mais frágeis, o que pode enfraquecer toda a sociedade. Por essa razão, a instituição familiar está enfrentando desafios inigualáveis, estando sob um atroz ataque.

É verdade que os valores mudam com o passar do tempo, mas a família, estabelecida por Deus desde a criação do mundo, é imutável. No Brasil, por incrível que pareça, até 2005 o adultério era considerado um crime, embora há décadas ninguém mais fosse preso por ser infiel. Os valores foram se relativizando, mas o fato é que o adultério continua nos dez mandamentos. Então, do ponto de vista religioso, adulterar continua sendo pecado.

O adultério não está no decálogo porque Deus queria apenas preservar a pureza das relações sexuais, mas sim para proteger a instituição da família. Essa foi a verdadeira razão por trás da proibição do adultério nos 10 mandamentos dados pelo Criador.

Não apenas a família foi criada no início do mundo, mas o próprio casamento de Adão e Eva foi realizado por Deus. No entanto, o plano maligno de tentar destruir a primeira família foi evidenciado quando corrompeu Adão e Eva. Acabar com a família, uma instituição estabelecida no paraíso em um ambiente perfeito, tem sido uma das estratégias mais visíveis do mal em nossos dias.

A escritora White afirma que os ataques à família serão intensificados no fim dos tempos. “Foi-me apresentada a condição de degeneração atual da família humana. Cada geração se tem vindo enfraquecendo mais, e a humanidade é afligida por toda forma de enfermidade. Milhares de pobres mortais de corpo deformado, doentio, nervos em frangalhos e mente sombria, vão arrastando uma existência miserável. Cresce o poder de Satanás sobre a família humana. Não viesse em breve o Senhor e destruísse o seu poder, e não tardaria que a Terra estivesse despovoada.https://cdn.centrowhite.org.br/home/uploads/2022/11/Testemunhos-para-a-Igreja-1.pdf

Hoje está claro que muitas das dificuldades da nossa sociedade tiveram início com a deterioração da família. Ellen White foi precisa em sua previsão. Atualmente, essas afirmações parecem óbvias, mas foram escritas há cento e cinquenta anos.

O sexo cada vez mais é visto como uma forma principal de entretenimento, levando a níveis extremos de sensualidade que parecem estar piorando. Isso tem levado a relações promíscuas que prejudicam as famílias, deixando muitos adultos emocionalmente fragilizados, e tornando os relacionamentos frágeis em um mundo que valoriza relações passageiras.

Jesus Cristo valorizava a família e ele ter seguido os passos profissionais de seu pai de criação, José, mostra o quanto o amava. Isso demonstra a influência significativa de José sobre Jesus e o quanto ele era um exemplo de pai. Embora saibamos pouco sobre José, o amor de Jesus por ele é evidente pelos frutos que produziu.

Jesus também amava muito sua mãe, tal como descrito nos evangelhos. Mesmo depois da morte de José, Jesus se preocupou com Maria até seus últimos minutos de vida. Maria sempre apoiou e incentivou Jesus, marcando presença desde o primeiro milagre até a ressurreição.

Os irmãos de Jesus foram seus importantes seguidores e alguns morreram como mártires, assim como seu irmão e mestre. É difícil descrever o amor que demonstravam uns pelos outros. Mesmo sendo todos uma família pobre em um subúrbio insignificante da Judeia, o amor deles transformou o mundo.

Podemos ver na parábola do filho pródigo, como Jesus enxerga a família. Ele contou a história de um pai que acolheu o filho arrependido, mesmo após o rapaz haver desperdiçado todos os bens. Jesus ensinou o exemplo de perdão e amor entre pai e filho. Muitos pais teriam recusado o filho, mas o pai da história surpreende ao aceitá-lo com amor e perdão https://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_15_11-32/.

Vivemos tempos em que o amor está esfriando, conforme profetizado ma Bíblia sobre o fim dos tempos. As famílias já não vivem em harmonia, e isso traz muito sofrimento. Lucas 12:53 descreve um cenário do fim dos tempos: “Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, nora contra sogra.

Não sabemos até que ponto os ataques à família irão, não há como prever até onde chegaremos. Precisamos saber duas coisas: que isso é obra do mal para desafiar a Deus, e que a a intensidade da falta de amor indica que estamos no tempo do fim. A única saída é olharmos para Jesus e pedir que Ele habite no nosso lar.


Por Alexsandro Leopoldo profalexleopoldo@gmail.com

Não peça um sinal para Jesus

Destaque

Muitos milagres de Jesus Cristo foram presenciados por fariseus e escribas, mesmo assim, eles não abriam nenhuma possibilidade dele ser o messias. É claro que preferiam não acreditar, mas, como eles próprios eram testemunhas do que estava acontecendo, atribuíram tudo o que viam a Belzebu, tido como maioral dos demônioshttps://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_11_15/. Ora, Jesus não poderia mesmo ser reconhecido como Cristo, pois Ele não era um dos líderes religiosos oficiais do seu tempo.

No entanto, deram uma oportunidade para que Jesus pudesse revelar-se a eles, então pediram um sinal do céu. A resposta de Jesus foi de que nenhum sinal lhes seria dado a não ser o mesmo sinal de Jonas https://www.biblegateway.com/passage/?search=Jonas%203&version=ARC, que foi um profeta que levou apenas a palavra de Deus. Pedir um sinal para Jesus é muito diferente de pedir um milagre, pois o sinal serve apenas para a nossa arrogância, já o pedido de um milagre é acompanhado de fé e humildade.

Jesus também recebeu o pedido de um sinal pela multidão, queriam que Ele descesse da cruz, somente assim o reconheceriam como o salvador (Mateus 27;39). Pediam ao salvador que salvasse a si mesmo. “Se és mesmo o filho de Deus, desce da cruz que creremos em ti”. Porém, Jesus suportou os escarnecedores e nada fez em seu próprio favor.

Muitos hoje continuam pedindo um sinal para Jesus, pois só assim o reconhecerão como Salvador. Outros ao verem o que Ele já fez, continuam atribuindo as bênçãos ao acaso, à própria sorte, ou aos seus méritos pessoais. Devemos aprender a crer de maneira desinteressada em Jesus, simplesmente porque Ele é o Cristo.  Quando fizermos isso, nos surpreenderemos com o que Ele pode fazer em nosso favor.

https://www.revistaadventista.com.br/marcos-benedicto/destaques/o-dedo-de-deus/ . https://irnovajerusalem.org/2015/01/sinal-ou-milagre-existe-alguma-diferenca/ ; https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2014/02/significado-sinais-milagres-evangelho-joao.html ;

O apocalipse, da ficção à realidade

Milhões de pessoas já saíram de suas casas e foram até uma sala de cinema para assistir o mundo acabar. São incontáveis os filmes que abordaram o tema do fim do mundo. Invariavelmente, algo extraordinário e imprevisível massacra a humanidade. O mundo já acabou das formas mais inusitadas. Um asteroide que se choca com o planeta, um vírus invencível, terremotos, extraterrestres com os seus discos voadores, ataque de zumbis, enfim, tudo o que a imaginação humana pode alcançar.

Quase sempre há um estado de pânico geral até ocorrer a destruição do planeta. Já são incontáveis as vezes nas quais o planeta padeceu nas mãos de Hollywood. Mas, neste aspecto, sequer podemos culpar a indústria do cinema, pois o fim do mundo é um dos temas que mais instiga a humanidade. Então, o cinema apenas está reproduzindo o que os espectadores querem assistir. É que, realmente, nenhum tema é tão instigante quanto o fim do mundo.

Alguns filmes remetem diretamente ao apocalipse, mas nunca são autênticos ao que está escrito na bíblia. Reproduzir o que está na bíblia não pode, porque daí já seria pregação. Entretanto, se existe algo em comum entre o apocalipse bíblico e o cinema, é que o mundo acaba através de um evento inusitado que pega a todos de surpresa.

Porém, nada que a ficção seja capaz de produzir se compara ao que está relatado nas páginas da bíblia. Nenhuma ficção científica que venha a virar filme, nunca será tão incrível quanto o apocalipse da bíblia. Mas, então por que não pegam o que está na bíblia e não transformam em um autêntico filme? A resposta parece óbvia. É que vivemos em um mundo dominado pela mentira e pelo engano.

Agora, um paralelo entre a realidade e a ficção, está no fato de que a realidade supera a ficção. Imaginemos um filme no qual um grupo de terroristas planejassem um ataque contra os Estados Unidos da América. Daí, eles vão estudar naquele país, e lá até mesmo aprendem a pilotar avião. Então, um dia sequestram aviões cheios de passageiros para utilizá-los como mísseis. Não bastasse tudo isso, acertam o alvo de uma maneira tão efetiva, que as duas torres mais emblemáticas do mundo, caem sob o olhar de milhões de pessoas.

Caso aquele filme houvesse estrelado antes de 2001, muitos diriam que Hollywood exagerara na ficção. É que o mundo ainda não está preparado para o que em breve irá acontecer. Na verdade, parece que, infelizmente, nunca estará preparado. Por isso, nenhum filme poderá retratar o que realmente acontecerá quando o apocalipse bíblico acontecer.

João em Patmos

Entretanto, pode ser extremamente fácil perceber que nenhuma mente humana teria sido capaz de projetar dois mil anos atrás, o enredo do apocalipse bíblico. É claro que isso intriga até mesmo os mais incrédulos. O apóstolo João, isolado na ilha grega de Patmos, com certeza não teria condições intelectuais de criar todo o apocalipse como fruto de sua imaginação. Infelizmente, não percebemos a verdade porque a vaidade humana impede, quando ela cair, tudo parecerá óbvio!

O incrível é que o roteiro deste filme já foi escrito, e todo ele está registrado nas páginas da bíblia. Daremos um spoiler para dizer que o final é feliz. Tudo termina com a volta de Jesus Cristo vencendo o mal e salvando a todos os seus filhos que haviam sido sequestrados pelo inimigo.

Apenas Jesus diz ser quem realmente é

Jesus é a única pessoa que diz ser quem realmente é. Apenas ele é o único que merece nossa confiança incondicional, nossa adoração integral. O caráter de Jesus é perfeito na bondade e no amor. Ele está totalmente comprometido com a verdade e a justiça, seu foco é total na salvação da raça humana.

O problema é que não nos cansamos de projetar expectativas no ser humano. Esquecemos que as pessoas podem ocultar seus verdadeiros planos. No meio do caminho muitos são seduzidos pelo poder, esquecendo as suas origens.

Infelizmente, muitos que falam sobre moral e bons costumes têm uma vida que contradiz o que afirmam em público. Casos extraconjugais revelados e o enriquecimento de alguns à custa da fé popular, são exemplos que podem desencorajar muitas pessoas.

Quando vem a público que um religioso acabou se envolvendo em situações imorais que tanto repudiou, o sentimento de frustração é inevitável. Na realidade, nossa confiança foi quebrada. Fomos odiosamente traídos por quem não esperávamos. Mas, apesar disso tudo, não podemos esquecer em quem está depositada nossa fé.

Uma das maneiras de enxergarmos a Cristo é através dos cristãos. Porém, não podemos incidir no mesmo erro de Mahatma Gandhi, que teria dito que não se tornara cristão por causa dos cristãos. Dentre as suposições para isso, é que ele teria sido impedido de assistir a um culto cristão, por puro preconceito racial.

A dificuldade é que preferimos olhar apenas para o ser humano. Dessa forma, quando descobrimos que uma pessoa que se diz cristã, não é realmente quem diz ser, consideramos que Jesus falhou. Projetamos em Cristo uma culpa que não é dele. Porém, a verdade é que os cristãos não são Jesus Cristo, somente Ele é perfeito.

Apenas Jesus diz ser quem realmente é. Precisamos deixar de ter pessoas como referência, sejam elas quem quer que sejam. Nossa referência deve ser unicamente Jesus Cristo. Quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais retos de caráter e íntegros seremos. Apenas Jesus é perfeito. Se olharmos apenas para ele, nunca nos frustraremos.

Por Alexsandro Leopoldo profalexleopoldo@gmail.com