O Controle

Max Weber afirmou que as religiões são mais sistemas de regulação do comportamento do que sistemas de crenças. Ou seja, para ele, religiões existem apenas para controlar a vida das pessoas. Desde a época do escritor alemão, o processo de secularização tem ganhado força, chegando ao seu ápice nos dias atuais.

Os números bem mostram que nunca tivemos tanto secularismo quanto temos hoje. As pessoas cada vez mais estão distantes da religião. Muitos abandonaram suas igrejas por verem nelas apenas uma forma de controle. Até recentemente, encontrávamos igrejas com mais facilidade. Mesmo no Brasil, um dos países mais religiosos do mundo, agora, existem bairros inteiros sem igrejas.

Só que o paradoxo é que nunca, nunca, o ser humano foi tão controlado quanto em nossos dias.

As pessoas não querem que a religião controle suas vidas, mas estamos caminhando para uma ausência total de privacidade, o que pode resultar em falta de liberdade se nossas informações não forem bem utilizadas.

O sinal do celular revela a localização da pessoa 24 horas por dia, mesmo quando desligado. Muitos crimes são solucionados através desse sinal. Não é demais dizer que os automóveis já possuem sistema de rastreamento instalado pela própria fábrica, o que também pode ser feito por aplicativos.

Se você pagar com cartão de crédito ou débito, será possível rastrear suas compras, o que comprou, onde você e como pagou, se a vista ou parcelado. Alguns estabelecimentos até exigem o registro do CPF do cliente como condição para a compra. A Receita Federal tem um diagnóstico detalhado das nossas vidas, com todas as informações financeiras centralizadas e controladas.

A Netflix já cria perfis baseados nos nossos interesses. Mas o controle não se limita a isso. Os algoritmos estão programados para aumentar sua relevância no mercado de consumo. Por exemplo, quando procuramos por carros no YouTube e depois acessamos o Instagram, o que encontramos? Anúncios de automóveis à venda!

Nas redes sociais, alimentamos o controle dos outros sobre nossas vidas ao mostrar como estamos bem, talvez queimando dinheiro em viagens, o que gera pressão para mantermos o status de felicidade, que pode muito bem ser apenas aparente. Não somos, absolutamente, contra as mídias sociais, apenas defendemos que elas devem coexistir com a religião e a fé. Isso pode parecer óbvio, mas, acredite, precisa ser dito.

Porém, nossa vida está sendo totalmente controlada em aspectos inimagináveis.

Algumas empresas nos Estados Unidos estão começando a perguntar para candidatos em entrevistas de emprego qual é a sua nota de avaliação no Uber. Assim, conseguem traçar um perfil da personalidade com base no comportamento durante as viagens ao longo do tempo.

Não vai demorar muito para nós perguntarmos ao algoritmo quem somos, será mais fácil perguntar, já que ele sabe tudo sobre nós.

O homem abandonou a religião, mas está mais controlado do que nunca. O que acontecerá com tanta informação sobre cada pessoa no futuro ainda é uma incógnita, mas o cenário pode ser assustador. É possível que os gostos, tendências e prioridades das pessoas sejam facilmente alterados para atender aos interesses dominantes.

Se tudo for usado para limitar a liberdade das pessoas ou direcioná-las para fazer o que quem está no controle deseja, teremos poucas chances de nos defendermos.

Jesus Cristo sempre ensinou que as pessoas deveriam ser verdadeiramente livres. Quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais livres seremos. A verdadeira religião é focada no bem do homem, buscando a sua felicidade plena. Nem tudo que é possível ao ser humano fará bem, por isso, a bíblia muitas vezes diz não. Porém, a qualquer momento o crente pode deixar dar homenagem a Deus, deixando de seguir suas orientações. Só que o Grande Controle surgido em nossos dias, não traz essa opção.

Será que é invasivo ou controlador dizer que não pode roubar, que não pode adulterar? Que temos de fazer o bem, e por aí vai? A religião e suas igrejas existem não para controlar o ser humano, mas para não deixá-lo andar sozinho. Oremos pelo futuro da humanidade!

Por profalexleopoldo@gmail.com

A ansiosa busca pela Igreja verdadeira

A religião cristã é composta por diferentes igrejas que podem se apresentar de maneiras distintas, levantando a questão sobre a existência de uma igreja verdadeira. Esta busca pode gerar muita angústia, já que nem sempre é fácil discernir entre o genuíno e o falso. Muitos acabam desistindo, permanecendo em igrejas que não refletem as verdades bíblicas, ou se rendendo ao secularismo e abandonando a fé. Portanto, como podemos diferenciar entre o verdadeiro e o falso?

Jesus Cristo enfatizou ser o caminho, a verdade e a vida, e se opôs à mentira. No entanto, desde o início do cristianismo, houve diferentes interpretações de sua mensagem, como evidenciado pelo grande número de cartas de orientação escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas.

A Bíblia tem sido considerada a palavra de Deus por milhares de anos. Se Deus existe, a Bíblia não pode deixar de ser Sua palavra, pois isso questionaria Sua justiça. Portanto, é claro que Deus existe e a Bíblia é Sua palavra, de modo que devemos buscar nela todas as respostas.

A questão é que a verdade não pode ser baseada na opinião individual ou de uma instituição religiosa. A bíblia deve permanecer como o único padrão claro e inalterável para os seguidores do cristianismo.

Por isso, uma igreja perde sua legitimidade ao se distanciar das escrituras sagradas. A ideia de uma igreja ter superioridade sobre a bíblia não é plausível. Nem mesmo Jesus Cristo jamais desconsiderou a bíblia. Ele reconheceu a verdade das escrituras que descreviam a vinda de um Messias e sempre enalteceu os textos da Torah como legítimos.

É mais sensato seguir o que está escrito na Bíblia do que seguir uma autoridade religiosa. Na Bíblia estão registrados os ensinamentos de Jesus e, em momento algum, foi autorizado uma igreja sobrepor-se às suas disposições. Quando alguém nega a importância das escrituras, busca promover seus próprios interesses.

A legitimidade de uma igreja vem de Jesus Cristo, que negou qualquer exclusivismo ao afirmar que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em seu nome, ele estaria presente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Além disso, é importante lembrar que os discípulos contaram a Jesus sobre alguém que estava agindo em seu nome, e ele respondeu que não deveriam impedi-lo. “Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”.

Mas, de acordo com a Bíblia Sagrada, uma igreja deixa de ser verdadeira quando se afasta dos ensinamentos de Jesus Cristo. Ele advertiu que nem todos que o chamam de Senhor herdarão o reino dos céus, mas apenas aqueles que fazem a vontade de seu Pai. Jesus também alertou sobre falsos profetas e falsos messias, instruindo a ser cautelosos com eles. Além disso, ele destacou que nem toda adoração é reconhecida por ele, especialmente quando baseada apenas em ensinamentos humanos.

A questão é que pensar de maneira diferente tem sido motivo para perseguições e intolerância. Engana-se quem pensa que isso está muito melhor. Algumas pessoas, preocupadas apenas com uma instituição religiosa em vez do Cristo que representam, podem perseguir para silenciar vozes dissidentes, evitando, repelindo e ignorando qualquer pensamento que não esteja de acordo com o oficial.

Por isso, cada crente deve buscar todas as respostas na bíblia sagrada. O mesmo poder que preservou a Bíblia através dos séculos será capaz de responder as nossas dúvidas. Assim, a verdadeira igreja é aquela que fundamenta todas as suas crenças na bíblia sagrada. Acredite, não há anseio humano que não possa ser respondido pela Bíblia!

profalexleopoldo@gmail.com