Da água para o vinho

O primeiro milagre de Jesus aconteceu em uma festa de casamento. Jesus, que estava dentre os convidados, de uma maneira incrível, transformou água em vinho. O milagre, contado apenas no evangelho de João, marca a sua primeira manifestação sobrenatural. A partir daquele momento, Jesus oficialmente começou o seu ministério terreno, que duraria três anos e meio para cumprir a profecia.

É difícil saber o que aconteceu, se faltou previsão dos noivos, se compareceram mais convidados do que o esperado ou, talvez, se tenham bebido além da conta. Não há como negar que os anfitriões cometeram um grande erro. Tal fato, com certeza, seria razão suficiente para arruinar a reputação dos noivos e de suas famílias.

Quem nunca errou em suas previsões que atire a primeira pedra. Muitas vezes pensamos que podemos dar conta, mas quando o problema aparece ele é grande demais e não conseguimos ver uma saída. Nada poderia aquele jovem casal fazer diante de odres vazios e convidados sedentos.

A questão é por que Jesus resolveu fazer ali o seu primeiro milagre? A resposta pode ser muito simples. É que Ele fora convidado para aquela festa! Quando Jesus é convidado, Ele é parte integrante, o sucesso daquela festa seria o sucesso Dele também. Mesmo após um grande erro dos noivos, se Jesus está presente Ele conserta as coisas.

Os judeus costumavam oferecer o melhor vinho para mostrar prestígio. Nessa festa, porém, a bíblia conta que o melhor vinho foi servido por último, o que chegou a surpreender a todos. Aquele foi o melhor vinho que já existiu, ainda que não seja razoável pensar que possuía teor alcoólico de 13% em média, tal como hoje. Naquele vinho sequer foi acrescentado álcool, mas essa discussão sobre o teor alcoólico pode ofuscar a grandeza do milagre.

No ano de 2018, em um leilão em Nova York, apenas uma garrafa do vinho Romanée-Conti da safra de 1945, foi arrematada por 558 mil dólares (3 milhões de reais), o maior valor já pago. Porém, nem mesmo uma garrafa do melhor vinho já produzido em todos os tempos, sequer se aproxima daquele no qual aquela água foi transformada.  

Jesus pode nos transformar no melhor que podemos ser, basta convidá-lo para nos acompanhar. O milagre da transformação continua sendo realizado hoje dia, basta aceitá-lo que passaremos da água contaminada para o mais puro vinho. Se o convidarmos para estar ao nosso lado, nunca dará errado, pois Ele nunca abandona quem o convida para estar junto.

profalexleopoldo@gmail.com

https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/2

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/conheca-o-vinho-mais-caro-do-mundo-que-custa-r-2-milhoes,fc966368a0d52104f0941f12409ab572emqgdeoe.html?utm_source=clipboard

A surpreendente convergência entre a bíblia e a ciência

Destaque

É claro que os cientistas possuem sua atividade alheia a qualquer discussão religiosa, e realmente, ciência e religião devem correr seus próprios caminhos. O problema é que muitos pretendem um embasamento para a sua descrença, por isso, usam a ciência para alegar que Deus não existe.

O grande avanço científico que vivenciamos hoje foi profetizado pela bíblia cerca de dois milênios e meio antes. Com uma precisão incrível, a Bíblia Sagrada descreveu o avanço geométrico da ciência no futuro. “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.

Quando olhamos na história podemos perceber que a ciência teve um crescimento desproporcional nos últimos cento e cinquenta anos. Entretanto, é curioso que a bíblia não foi omissa quanto ao desenvolvimento científico, pois ela previu no futuro um grande desenvolvimento do saber humano.

A profecia não deixa de apresentar um grande paradoxo, pois o conhecimento científico faz com que o homem viva mais e com melhores condições de vida. No entanto, ainda assim, está associada ao tempo do fim. A verdade é que Deus nunca foi contra o desenvolvimento humano, apenas Ele sabia que a utilização das riquezas naturais do planeta de maneira egoísta, faria com que logo elas se esgotassem, causando uma irreversível degradação. Talvez, por isso, alertou que quando a ciência estivesse tremendamente desenvolvida, então viria o fim.

Agora, o mesmo livro que afirma a “fábula” de que Deus criou o mundo, possui, no mínimo, dois pontos de convergência com a ciência. O primeiro é que a bíblia dois milênios e meio antes previu um grande desenvolvimento científico no futuro. O segundo aspecto, é que aquele final dos tempos previsto pela bíblia, também passou a ser efusivamente pregado pela ciência, ainda que como um alerta para uma mudança de comportamento.

Em 2006, Al Gore, através do documentário “Uma verdade inconveniente”, com o apoio de toda a comunidade científica, evidenciou a preocupação com o futuro do planeta diante das mudanças climáticas. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos pregou que a temperatura do planeta terra estava aumentando em decorrência do aquecimento global e do efeito estufa. Por causa disso, sofreríamos grandes danos ambientais, como o derretimento das geleiras e diversas calamidades climáticas ao redor do planeta.

Ainda que o norte do trabalho de Gore fosse eminentemente científico, é inegável o tom apocalíptico das predições do ambientalista. E, de fato, as previsões feitas quase duas décadas atrás, cumpriram-se de maneira assombrosamente acertadas. A ciência tem diagnósticos precisos de que a degradação do planeta ocorre diretamente por causa da ação do homem. É claro que não é a ciência que está causando a degradação ambiental, mas sim o uso egoísta dos recursos naturais.

Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia, foi divulgado um relatório que prevê eventos traumáticos de extinção em massa, temperaturas cada vez mais altas, o aumento de surtos de doenças, o aumento do nível do mar e, por fim, o colapso total de diversos ecossistemas já nas próximas décadas. “A vida na Terra pode se recuperar de uma mudança drástica no clima, evoluindo para novas espécies e criando novos ecossistemas. Os humanos não podem.”, diz o documento.

Só que agora, a questão se coloca no sentido de que estamos vivendo um período apocalíptico, seja com base na bíblia ou na ciência. Por isso, ao confrontarmos o mundo ao nosso redor e o que foi escrito pela bíblia, passa a ser inegável que algo surpreendente pode acontecer, acreditamos que será a prometida volta de Jesus a este planeta.

O homem que tentou matar Deus

Friedrich Nietzsche, disse que Deus estava morto. Dentre uma das mais celebres afirmações, sentenciou: “Para onde foi Deus, gritou ele, ‘já lhes direi! Nós o matamos – vocês e eu. Somos todos seus assassinos”.  Ainda que seja num sentido figurado, num diálogo de seu personagem Zaratrusta, a afirmação constitui uma das maiores blasfêmias da história. Mas claro, que blasfêmia é um conceito que um ateu desconhece: “Não ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? Não sentimos o cheiro da putrefação divina? – também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! E nós o matamos”.

Assim como Darwin deu o embasamento científico para uma origem sem um criador, Nietzsche deu um embasamento filosófico para uma existência sem Deus. Em “Assim Falou Zaratustra” apresenta o surgimento de um “super-homem” liberto da moral cristã — um homem futuro e superior. Neste aspecto, se tirarmos mesmo Deus do cenário, é claro que o ser humano seria mesmo um super-homem.

É interessante o termo matar Deus, pois somente pode ser morto alguém que esteve vivo. Porém, o que Nietzsche não sabia é que mesmo que matasse Deus da vida das pessoas, se ele é Criador, continuaria existindo. Ou é verdade que Deus existe, que ele é um ser real, ou não precisa ser morto, pois não passa mesmo de fruto de nossas imaginações. Se Deus realmente está morto, não precisamos nos preocupar, o ser humano acabará por conseguir eliminá-lo de sua vida. 

Talvez Nietzsche precisasse mesmo matar a Deus, pois ele era filho de um pastor luterano, estudou teologia e desde criança suas melhores notas sempre foram em religião. Tinha mesmo razão para insurgir-se contra a moral cristã, provavelmente tenha contraído sífilis muito cedo e aos quarenta e poucos anos já apresentava estado de demência. Ele morreria precocemente aos cinquenta e seis anos, com a amargura de não ter conquistado o amor de Lou Salomé, por quem se apaixonara sem ser correspondido.  

No entanto, mesmo assim, o nome de Nietzsche é indelével, figurando, sem dúvida, dentre os grandes filósofos que o mundo já conheceu. É verdade que o sentimento dominante no limiar do século XX era de que o homem seguiria o seu caminho sozinho. Sim, seria possível viver sem Deus!  Porém, o desenrolar da história revelaria que quanto mais o homem se afastava de Deus, mais individualista, frio e insensível se tornava.

Esse pensamento, em grande parte, permitiu que eclodissem o nazismo e o holocausto.  Mesmo que hoje predomine o entendimento de que a concepção de Nietsche tenha sido distorcida, o fato é que as suas ideias foram utilizadas para justificar uma raça superior e dominante. Em seu plano de dominação, Hitler sempre buscou o super-homem apregoado por Nietzsche. O terceiro Reich tinha “Mein Kampf” como livro sagrado, sendo Hitler seu deus e Nietzsche o grande profeta.

As maiores atrocidades contra a humanidade foram cometidas depois da invenção da anestesia, do telefone e do avião, Exatamente quando o homem não era mais bruto e inculto. Foi depois de Nietzsche que a raça humana pode chegar aos mais altos insultos contra Deus. Na sequência, o próprio homem foi vítima de suas escolhas. Não que outros não tenham sido mais ostensivos, mas Nietzsche, como um grande gênio, foi bastante efetivo em sua missão.

No entanto, não é apenas porque se passaram cem anos das afirmações de Nietsche que ele tenha errado. O erro dele está no fato de que Deus existe e, por existir, não depende da adoração, crença ou aceitação humana. É o contrário, é o homem que necessita de Deus.

Contudo, não podem ser subestimadas as afirmações de Nietzsche, pois todos os valores cristãos estão em ruínas. Se Deus não mais ocupa nenhum espaço na vida do homem, poderia mesmo estar morto. O próprio Cristo quase dois mil anos antes já dissera: “porventura quando vier o filho do homem achará fé na terra?”. A cada um cabe a escolha, se colocará sua fé em um super-homem ou em um Deus criador.

Referências:

Scapino, João. Nietzsche, o filósofo da Alemanha nazista https://www.scielo.br/pdf/cniet/v36n1/2316-8242-cniet-36-01-00219.pdf.

Mein Kampf. Em: https://lelivros.love/book/download-mein-kampf-adolf-hitler-epub-mobi-pdf/

JURASKI, V. C. ASSIM FALOU NIETZSCHE: UMA BREVE HISTÓRIA DO DEBATE SOBRE A RECEPÇÃO DA FILOSOFIA NIETZSCHIANA PELO PENSAMENTO NAZISTA Em: https://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/128_137.pdf