A Igreja e as Redes Sociais na Era Digital

Comece ouvindo pessoas que falam de Deus nas redes sociais, mas dizem que você não precisa mais de uma igreja. Vai parecer fácil acreditar! Você vai pensar que é melhor ficar em casa. Porém, quando perceber, as coisas de Deus deixarão de fazer sentido e você se tornará cético e indiferente, mas com um enorme vazio existencial.

Ao longo da história, sempre esteve em curso um plano para destruir a Igreja. Recentemente, a internet com todas as suas mídias passou a ser usada por muitos para desafiar a frequência aos templos religiosos. Realmente, são muitos os que dizem que não precisamos mais ir em nenhuma igreja.

São verdadeiros lobos em pele de ovelha. Eles usam a internet para enganar pessoas sinceras, omitem que foi através da igreja que o evangelho chegou até os nossos dias. Agora estão disfarçados, fazendo a obra do mal e se tornando os modernos perseguidores.

Nunca devemos esquecer que Jesus Cristo sempre foi à Sinagoga, mesmo não sendo reconhecido como Salvador, deixando o exemplo de humildade. Assim como Jesus, devemos frequentar uma igreja, independentemente de sermos reconhecidos ou não.

A tecnologia permite que, mesmo em lugares inacessíveis ou com pouca liberdade, milhões de pessoas possam ouvir mensagens da palavra de Deus. Por outro lado, é claro que a desconfiança de alguns religiosos com a era digital, contribuiu para o atual cenário. Não podemos ter dúvida de que é necessário combinar a frequência ao templo com a internet.

Adorar em congregação é fundamental para o cristianismo, nos impede de andar sozinhos e nos torna mais felizes e fortes. Estão mentindo ao dizer que você não precisa de uma igreja.

por profalexleopoldo@gmail.com

O Controle

Max Weber afirmou que as religiões são mais sistemas de regulação do comportamento do que sistemas de crenças. Ou seja, para ele, religiões existem apenas para controlar a vida das pessoas. Desde a época do escritor alemão, o processo de secularização tem ganhado força, chegando ao seu ápice nos dias atuais.

Os números bem mostram que nunca tivemos tanto secularismo quanto temos hoje. As pessoas cada vez mais estão distantes da religião. Muitos abandonaram suas igrejas por verem nelas apenas uma forma de controle. Até recentemente, encontrávamos igrejas com mais facilidade. Mesmo no Brasil, um dos países mais religiosos do mundo, agora, existem bairros inteiros sem igrejas.

Só que o paradoxo é que nunca, nunca, o ser humano foi tão controlado quanto em nossos dias.

As pessoas não querem que a religião controle suas vidas, mas estamos caminhando para uma ausência total de privacidade, o que pode resultar em falta de liberdade se nossas informações não forem bem utilizadas.

O sinal do celular revela a localização da pessoa 24 horas por dia, mesmo quando desligado. Muitos crimes são solucionados através desse sinal. Não é demais dizer que os automóveis já possuem sistema de rastreamento instalado pela própria fábrica, o que também pode ser feito por aplicativos.

Se você pagar com cartão de crédito ou débito, será possível rastrear suas compras, o que comprou, onde você e como pagou, se a vista ou parcelado. Alguns estabelecimentos até exigem o registro do CPF do cliente como condição para a compra. A Receita Federal tem um diagnóstico detalhado das nossas vidas, com todas as informações financeiras centralizadas e controladas.

A Netflix já cria perfis baseados nos nossos interesses. Mas o controle não se limita a isso. Os algoritmos estão programados para aumentar sua relevância no mercado de consumo. Por exemplo, quando procuramos por carros no YouTube e depois acessamos o Instagram, o que encontramos? Anúncios de automóveis à venda!

Nas redes sociais, alimentamos o controle dos outros sobre nossas vidas ao mostrar como estamos bem, talvez queimando dinheiro em viagens, o que gera pressão para mantermos o status de felicidade, que pode muito bem ser apenas aparente. Não somos, absolutamente, contra as mídias sociais, apenas defendemos que elas devem coexistir com a religião e a fé. Isso pode parecer óbvio, mas, acredite, precisa ser dito.

Porém, nossa vida está sendo totalmente controlada em aspectos inimagináveis.

Algumas empresas nos Estados Unidos estão começando a perguntar para candidatos em entrevistas de emprego qual é a sua nota de avaliação no Uber. Assim, conseguem traçar um perfil da personalidade com base no comportamento durante as viagens ao longo do tempo.

Não vai demorar muito para nós perguntarmos ao algoritmo quem somos, será mais fácil perguntar, já que ele sabe tudo sobre nós.

O homem abandonou a religião, mas está mais controlado do que nunca. O que acontecerá com tanta informação sobre cada pessoa no futuro ainda é uma incógnita, mas o cenário pode ser assustador. É possível que os gostos, tendências e prioridades das pessoas sejam facilmente alterados para atender aos interesses dominantes.

Se tudo for usado para limitar a liberdade das pessoas ou direcioná-las para fazer o que quem está no controle deseja, teremos poucas chances de nos defendermos.

Jesus Cristo sempre ensinou que as pessoas deveriam ser verdadeiramente livres. Quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais livres seremos. A verdadeira religião é focada no bem do homem, buscando a sua felicidade plena. Nem tudo que é possível ao ser humano fará bem, por isso, a bíblia muitas vezes diz não. Porém, a qualquer momento o crente pode deixar dar homenagem a Deus, deixando de seguir suas orientações. Só que o Grande Controle surgido em nossos dias, não traz essa opção.

Será que é invasivo ou controlador dizer que não pode roubar, que não pode adulterar? Que temos de fazer o bem, e por aí vai? A religião e suas igrejas existem não para controlar o ser humano, mas para não deixá-lo andar sozinho. Oremos pelo futuro da humanidade!

Por profalexleopoldo@gmail.com

A ansiosa busca pela Igreja verdadeira

A religião cristã é composta por diferentes igrejas que podem se apresentar de maneiras distintas, levantando a questão sobre a existência de uma igreja verdadeira. Esta busca pode gerar muita angústia, já que nem sempre é fácil discernir entre o genuíno e o falso. Muitos acabam desistindo, permanecendo em igrejas que não refletem as verdades bíblicas, ou se rendendo ao secularismo e abandonando a fé. Portanto, como podemos diferenciar entre o verdadeiro e o falso?

Jesus Cristo enfatizou ser o caminho, a verdade e a vida, e se opôs à mentira. No entanto, desde o início do cristianismo, houve diferentes interpretações de sua mensagem, como evidenciado pelo grande número de cartas de orientação escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas.

A Bíblia tem sido considerada a palavra de Deus por milhares de anos. Se Deus existe, a Bíblia não pode deixar de ser Sua palavra, pois isso questionaria Sua justiça. Portanto, é claro que Deus existe e a Bíblia é Sua palavra, de modo que devemos buscar nela todas as respostas.

A questão é que a verdade não pode ser baseada na opinião individual ou de uma instituição religiosa. A bíblia deve permanecer como o único padrão claro e inalterável para os seguidores do cristianismo.

Por isso, uma igreja perde sua legitimidade ao se distanciar das escrituras sagradas. A ideia de uma igreja ter superioridade sobre a bíblia não é plausível. Nem mesmo Jesus Cristo jamais desconsiderou a bíblia. Ele reconheceu a verdade das escrituras que descreviam a vinda de um Messias e sempre enalteceu os textos da Torah como legítimos.

É mais sensato seguir o que está escrito na Bíblia do que seguir uma autoridade religiosa. Na Bíblia estão registrados os ensinamentos de Jesus e, em momento algum, foi autorizado uma igreja sobrepor-se às suas disposições. Quando alguém nega a importância das escrituras, busca promover seus próprios interesses.

A legitimidade de uma igreja vem de Jesus Cristo, que negou qualquer exclusivismo ao afirmar que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em seu nome, ele estaria presente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Além disso, é importante lembrar que os discípulos contaram a Jesus sobre alguém que estava agindo em seu nome, e ele respondeu que não deveriam impedi-lo. “Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”.

Mas, de acordo com a Bíblia Sagrada, uma igreja deixa de ser verdadeira quando se afasta dos ensinamentos de Jesus Cristo. Ele advertiu que nem todos que o chamam de Senhor herdarão o reino dos céus, mas apenas aqueles que fazem a vontade de seu Pai. Jesus também alertou sobre falsos profetas e falsos messias, instruindo a ser cautelosos com eles. Além disso, ele destacou que nem toda adoração é reconhecida por ele, especialmente quando baseada apenas em ensinamentos humanos.

A questão é que pensar de maneira diferente tem sido motivo para perseguições e intolerância. Engana-se quem pensa que isso está muito melhor. Algumas pessoas, preocupadas apenas com uma instituição religiosa em vez do Cristo que representam, podem perseguir para silenciar vozes dissidentes, evitando, repelindo e ignorando qualquer pensamento que não esteja de acordo com o oficial.

Por isso, cada crente deve buscar todas as respostas na bíblia sagrada. O mesmo poder que preservou a Bíblia através dos séculos será capaz de responder as nossas dúvidas. Assim, a verdadeira igreja é aquela que fundamenta todas as suas crenças na bíblia sagrada. Acredite, não há anseio humano que não possa ser respondido pela Bíblia!

profalexleopoldo@gmail.com

Quanto tempo falta para o fim do mundo?

Em 1947, em meio a uma corrida armamentista nuclear, foi criado por alguns cientistas o Doomsday Clock, o “relógio do fim do mundo”. A ideia era reforçar o quão perigoso para a humanidade pode ser uma guerra nuclear. Assim, os ponteiros do relógio movimentam-se de acordo com a conjuntura política mundial e a possibilidade de uma catástrofe nuclear.

A última movimentação dos ponteiros do relógio, que atualmente se encontra na Universidade de Chicago, ocorreu em 23 de janeiro de 2020, marcando que apenas 1 minuto e 40 segundos separam a raça humana da meia-noite.

É triste constatar que o ser humano tem investido bilhões de dólares em campanhas armamentistas, sendo que a quantidade de bombas nucleares nas mãos dos Estados Unidos e da Rússia é suficiente para várias vezes extinguir a vida no planeta Terra.

Agora, com a deterioração das relações entre os americanos e os russos, que juntos possuem 90% do arsenal nuclear do mundo, a humanidade passa a ter reais motivos para se preocupar.

Porém, a menos que Deus não exista ou que a bíblia não seja verdadeiramente a sua palavra, o mundo não será desolado por uma catástrofe nuclear, nem acidental e nem tampouco provocada. Ainda que algum líder mundial acione as bombas nucleares para acabar com a vida no planeta, elas simplesmente não detonarão.

Como podemos afirmar isso? Simples, é que o apocalipse diz que o fim se dará pela intervenção direta de Deus, que foi quem criou o mundo. O último evento final será a volta de Jesus Cristo a este planeta.

O fato novo é que agora quem alerta que o mundo está em perigo são os cientistas. O que temos não é nada mais do que a ação egoísta do homem e a sua separação do Criador. O resultado disso tem sido um mundo no caminho da sua própria destruição.

Infelizmente, a rota seguida até aqui não parece ter mais volta, por isso, daqui a menos de um minuto e quarenta segundos, Jesus Cristo irá retornar a este planeta. A intervenção predita na bíblia ocorrerá para que a justiça e a paz sejam definitivamente restauradas.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-49813109.amp

O apocalipse, da ficção à realidade

Milhões de pessoas já saíram de suas casas e foram até uma sala de cinema para assistir o mundo acabar. São incontáveis os filmes que abordaram o tema do fim do mundo. Invariavelmente, algo extraordinário e imprevisível massacra a humanidade. O mundo já acabou das formas mais inusitadas. Um asteroide que se choca com o planeta, um vírus invencível, terremotos, extraterrestres com os seus discos voadores, ataque de zumbis, enfim, tudo o que a imaginação humana pode alcançar.

Quase sempre há um estado de pânico geral até ocorrer a destruição do planeta. Já são incontáveis as vezes nas quais o planeta padeceu nas mãos de Hollywood. Mas, neste aspecto, sequer podemos culpar a indústria do cinema, pois o fim do mundo é um dos temas que mais instiga a humanidade. Então, o cinema apenas está reproduzindo o que os espectadores querem assistir. É que, realmente, nenhum tema é tão instigante quanto o fim do mundo.

Alguns filmes remetem diretamente ao apocalipse, mas nunca são autênticos ao que está escrito na bíblia. Reproduzir o que está na bíblia não pode, porque daí já seria pregação. Entretanto, se existe algo em comum entre o apocalipse bíblico e o cinema, é que o mundo acaba através de um evento inusitado que pega a todos de surpresa.

Porém, nada que a ficção seja capaz de produzir se compara ao que está relatado nas páginas da bíblia. Nenhuma ficção científica que venha a virar filme, nunca será tão incrível quanto o apocalipse da bíblia. Mas, então por que não pegam o que está na bíblia e não transformam em um autêntico filme? A resposta parece óbvia. É que vivemos em um mundo dominado pela mentira e pelo engano.

Agora, um paralelo entre a realidade e a ficção, está no fato de que a realidade supera a ficção. Imaginemos um filme no qual um grupo de terroristas planejassem um ataque contra os Estados Unidos da América. Daí, eles vão estudar naquele país, e lá até mesmo aprendem a pilotar avião. Então, um dia sequestram aviões cheios de passageiros para utilizá-los como mísseis. Não bastasse tudo isso, acertam o alvo de uma maneira tão efetiva, que as duas torres mais emblemáticas do mundo, caem sob o olhar de milhões de pessoas.

Caso aquele filme houvesse estrelado antes de 2001, muitos diriam que Hollywood exagerara na ficção. É que o mundo ainda não está preparado para o que em breve irá acontecer. Na verdade, parece que, infelizmente, nunca estará preparado. Por isso, nenhum filme poderá retratar o que realmente acontecerá quando o apocalipse bíblico acontecer.

João em Patmos

Entretanto, pode ser extremamente fácil perceber que nenhuma mente humana teria sido capaz de projetar dois mil anos atrás, o enredo do apocalipse bíblico. É claro que isso intriga até mesmo os mais incrédulos. O apóstolo João, isolado na ilha grega de Patmos, com certeza não teria condições intelectuais de criar todo o apocalipse como fruto de sua imaginação. Infelizmente, não percebemos a verdade porque a vaidade humana impede, quando ela cair, tudo parecerá óbvio!

O incrível é que o roteiro deste filme já foi escrito, e todo ele está registrado nas páginas da bíblia. Daremos um spoiler para dizer que o final é feliz. Tudo termina com a volta de Jesus Cristo vencendo o mal e salvando a todos os seus filhos que haviam sido sequestrados pelo inimigo.

O homem que tentou matar Deus

Friedrich Nietzsche, disse que Deus estava morto. Dentre uma das mais celebres afirmações, sentenciou: “Para onde foi Deus, gritou ele, ‘já lhes direi! Nós o matamos – vocês e eu. Somos todos seus assassinos”.  Ainda que seja num sentido figurado, num diálogo de seu personagem Zaratrusta, a afirmação constitui uma das maiores blasfêmias da história. Mas claro, que blasfêmia é um conceito que um ateu desconhece: “Não ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? Não sentimos o cheiro da putrefação divina? – também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! E nós o matamos”.

Assim como Darwin deu o embasamento científico para uma origem sem um criador, Nietzsche deu um embasamento filosófico para uma existência sem Deus. Em “Assim Falou Zaratustra” apresenta o surgimento de um “super-homem” liberto da moral cristã — um homem futuro e superior. Neste aspecto, se tirarmos mesmo Deus do cenário, é claro que o ser humano seria mesmo um super-homem.

É interessante o termo matar Deus, pois somente pode ser morto alguém que esteve vivo. Porém, o que Nietzsche não sabia é que mesmo que matasse Deus da vida das pessoas, se ele é Criador, continuaria existindo. Ou é verdade que Deus existe, que ele é um ser real, ou não precisa ser morto, pois não passa mesmo de fruto de nossas imaginações. Se Deus realmente está morto, não precisamos nos preocupar, o ser humano acabará por conseguir eliminá-lo de sua vida. 

Talvez Nietzsche precisasse mesmo matar a Deus, pois ele era filho de um pastor luterano, estudou teologia e desde criança suas melhores notas sempre foram em religião. Tinha mesmo razão para insurgir-se contra a moral cristã, provavelmente tenha contraído sífilis muito cedo e aos quarenta e poucos anos já apresentava estado de demência. Ele morreria precocemente aos cinquenta e seis anos, com a amargura de não ter conquistado o amor de Lou Salomé, por quem se apaixonara sem ser correspondido.  

No entanto, mesmo assim, o nome de Nietzsche é indelével, figurando, sem dúvida, dentre os grandes filósofos que o mundo já conheceu. É verdade que o sentimento dominante no limiar do século XX era de que o homem seguiria o seu caminho sozinho. Sim, seria possível viver sem Deus!  Porém, o desenrolar da história revelaria que quanto mais o homem se afastava de Deus, mais individualista, frio e insensível se tornava.

Esse pensamento, em grande parte, permitiu que eclodissem o nazismo e o holocausto.  Mesmo que hoje predomine o entendimento de que a concepção de Nietsche tenha sido distorcida, o fato é que as suas ideias foram utilizadas para justificar uma raça superior e dominante. Em seu plano de dominação, Hitler sempre buscou o super-homem apregoado por Nietzsche. O terceiro Reich tinha “Mein Kampf” como livro sagrado, sendo Hitler seu deus e Nietzsche o grande profeta.

As maiores atrocidades contra a humanidade foram cometidas depois da invenção da anestesia, do telefone e do avião, Exatamente quando o homem não era mais bruto e inculto. Foi depois de Nietzsche que a raça humana pode chegar aos mais altos insultos contra Deus. Na sequência, o próprio homem foi vítima de suas escolhas. Não que outros não tenham sido mais ostensivos, mas Nietzsche, como um grande gênio, foi bastante efetivo em sua missão.

No entanto, não é apenas porque se passaram cem anos das afirmações de Nietsche que ele tenha errado. O erro dele está no fato de que Deus existe e, por existir, não depende da adoração, crença ou aceitação humana. É o contrário, é o homem que necessita de Deus.

Contudo, não podem ser subestimadas as afirmações de Nietzsche, pois todos os valores cristãos estão em ruínas. Se Deus não mais ocupa nenhum espaço na vida do homem, poderia mesmo estar morto. O próprio Cristo quase dois mil anos antes já dissera: “porventura quando vier o filho do homem achará fé na terra?”. A cada um cabe a escolha, se colocará sua fé em um super-homem ou em um Deus criador.

Referências:

Scapino, João. Nietzsche, o filósofo da Alemanha nazista https://www.scielo.br/pdf/cniet/v36n1/2316-8242-cniet-36-01-00219.pdf.

Mein Kampf. Em: https://lelivros.love/book/download-mein-kampf-adolf-hitler-epub-mobi-pdf/

JURASKI, V. C. ASSIM FALOU NIETZSCHE: UMA BREVE HISTÓRIA DO DEBATE SOBRE A RECEPÇÃO DA FILOSOFIA NIETZSCHIANA PELO PENSAMENTO NAZISTA Em: https://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/128_137.pdf

Quando Deus não está lá

Destaque

A cada dia, infelizmente, aumenta o número de pessoas para as quais Deus deixou de existir. Para essas, Ele não está mais lá. Embora os ateus, em sua grande maioria, sejam ex-crentes, que se tornaram descrentes, começa agora a surgir uma geração que nunca rendeu qualquer devoção a Deus.

Não podemos ser ingênuos, existe um propósito todo orquestrado para estabelecer um futuro sem religião. Assim, o caminho do secularismo hoje está pavimentado e com várias vias. A incoerência é que todos possuem fé, ainda que neguem. Outros dizem possuir, mas agem como se Deus não existisse.

O paradoxo é que todos os homens, sem exceção alguma, exercem fé. Porém, não necessariamente em um ser divino. Então, o homem passa a confiar na sua força, no seu conhecimento, no seu dinheiro. Exercemos fé até mesmo para as coisas mais pequenas. Todos os dias quando saímos de nossa cama, acreditamos que as coisas darão certo. Em condições normais, ninguém sai de casa pensando que será demitido ou que baterá o carro.

Até os mais fortes, que se consideram acima dos demais, acabam por temer. Muhammad Ali, o maior campeão de box de todos os tempos, dizia ser difícil ser modesto, quando se é tão bom quanto ele. Contudo, no início de sua carreira, quase não foi disputar as olimpíadas da Grécia, tamanho era o seu medo de viajar de avião. Reza a lenda que a viagem apenas foi possível porque ele fez todo o percurso com um paraquedas em suas costas.

Todos nós, quando ingressamos em um avião, acreditamos que o piloto está descansado, que está bem de saúde e que domina com bastante habilidade todos os recursos da aeronave. Também esperamos, com sinceridade, que ela tenha passado por todas as revisões. Ainda acreditamos, com muita devoção, que não sobrevirá nenhuma tempestade na rota de nosso voo.

Porém, o descrente não poderá mais contar com a divindade, pois para ele Deus já não existe. Esse jogo é de tudo ou nada, ou Deus existe e pode fazer algo pela minha existência, dar vida eterna e tudo mais, ou não existe e a morte eterna aguarda a todos.  

Mas, é preciso convir que a coerência do estilo de vida do ateu, está em não gastar tempo de sua vida preocupado em agradar a um Ser Superior. Por que ele faria isso se Deus não existe? Isso é mais coerente do que religiosos que dizem acreditar em Deus, mas vivem de maneira incompatível com o que acreditam. Eles pregam sobre Cristo, que escolheu ser simples, mas desperdiçam suas vidas correndo atrás de riquezas.

Por causa do mal exemplo de alguns, muitos não conseguem estabelecer uma fé em Deus. Há algum tempo, visitei um amigo que viveu momentos muito difíceis em razão de uma grave doença. Ele disse-me que ficava consternado com minhas orações. No entanto, confessou que não conseguia desenvolver qualquer tipo de fé em Deus, o que, segundo ele, até mesmo, aumentava ainda mais a sua dor.

O descrente tomou a difícil decisão de andar sozinho, e Deus o respeita por isso. No entanto, a verdade é que, a qualquer momento de sua caminhada, bastará estender a sua mão, pois Deus já estará com a mão estendida para recebê-lo. Por outro lado, aqueles que já conseguem ver os benefícios de uma vida com Deus, precisam viver de maneira coerente. É que para esses, Jesus Cristo disse: vós sois a luz do mundo! https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/5/13-16